República Atual ou Nova República

novembro 19, 2008 às 5:07 pm | Publicado em História | 17 Comentários

Com a eleição indireta de Tancredo Neves em 1985 um civil chegava ao cargo de presidente brasileiro, assim tinha fim o Regime Militar e se iniciava novamente uma república democratica.

José Sarney (1985-1990) assume no dia 15 de março de 1985 no lugar de Tancredo Neves que havia sofrido um derrame no dia anterior. João Figueiredo se nega a passar a faixa presidencial a Sarney, pois ele que antes era da ARENA traiu o partido ao se aliar ao PDS. Com a morte de Tancredo, Sarney se torna o presidente oficial do Brasil. Logo no começo de seu governo começa a cumprir o que havia sido discutido na Convenção de Miami de 1984, em que os EUA pregava as medidas de globalização e aberturas politicas, e assina com a Argentina a Declaração de Iguaçu que seria a base para o futuro Mercossul. Mandou para a assembléia constituinte o Emendão que aprovava as eleições diretas até a aprovação da nova constituição, a Constituição de 1988. Surgia no Brasil uma nova juventude que deixava de ser tão engajada politica, mas que continuava preocupada com o Brasil. Houve um imenso racha politico no PMDB, o maior politico da época pois reunia os mais variados tipos de politicos (de Jânio Quadros a FHC (na época era um radical de esquerda)) e os radicais se separaram e criaram o PSDB que muito se parecia com o PT partido que ganhava prestigio entre os operarios e os trabalhadores rurais. Fracassou miseravelmente ao tentar estabilizar a economia brasileira tendo quatro planos economicos fracassados: Cruzado, Cruzado II, Bresser (ministro da fazenda que bolou o plano e que foi demitido ao ver o fracasso do mesmo) e Verão, na verdade Verão foi um apelido dado pelo povo que já não acreditava no sucesso de um plano economico (se referindo as 4 estações do ano, ou a um travesti que ficava famoso na televisão o Vera Verão). O governo que começou com 223% de inflação terminava com 4852%, a inflação estava muito mais que fora de controle. Uma figura politica ganhava prestigio do povo, parecendo ser mais um novo Jânio Quadros e com retoques de JK. Fernando Collor criticava todos os partidos politicos, a corrupção, os fracassos economicos e atribuia a ele ser o salvador da nossa economia.

Fernando Collor de Melo (1990-1992) derrotou Lula líder do PT, que disputou com Leonel Brizola a vaga no segundo turno após num debate controlado pela GLOBO conseguir que o mesmo perdesse o respeito da população. Exigiu que Sarney desse um feriado de três dias aos bancos no inicio de seu governo prometendo iniciar seu plano que iria domar de vez a inflação e que colocaria de vez o Brasil no 1º mundo.
No dia em que os bancos voltavam a funcionar entrava em vigor o Plano Collor, em que todo o dinheiro estava congelado! Por uma briga familiar envolvendo a herança de seu pai, seu irmão divulgou um esquema que envolvia PC Farias, o tesoureiro de sua campanha presidencial, em que o tesoureiro conseguia liberar o dinheiro dos empresários se eles ‘molhassem’ sua mão. Collor tentou implantar o Plano Collor II que era uma cópia fajuta do primeiro plano economico de seu governo e que resultou em demissões em massa de serores públicos e privados tudo por causa do novo congelamento de cruzados. Iniciou a privatização de empresas. O esquema PC Farias foi apurado por uma CPI na câmara dos deputados e Collor foi caçado, iniciava-se o processo de Impeachment. Collor foi a tv pedir que o povo fosse as ruas trajados com as cores do Brasil para apoiá-lo. Assim como Jânio Quadros quebrou a cara ao achar que o povo iria querer a sua volta, Collor viu o povo desfilar de preto pela ruas no movimento ‘Caras Pintada‘ e exigir seu Impeachment. Ele foi o primeiro presidente na história do mundo a ter o processo realizado. Seu mandado foi caçado e ele ficou impedido de se candidatar por dez anos. Assinou em seu governo o Tratado de Assunção que oficializava o Mercossul.

Itamar Franco (1992-1994) o vice de Collor assumia em seu lugar e logo que o fez cortou relações com o alagoano. Colocou como ministro da fazenda um sociologo que havia perdido as eleições de São Paulo e líder do PSDB: Fernando Henrique Cardoso que percebeu que não havia nenhum metodo de acabar com a inflação com mágica. FHC foi até a tv e declarou ao povo que havia sim um meio de acabar com a crise economica, mas para isso iriamos sofrer um longo periodo sem liberdade economica. Era aprovado então no governo de Itamar Franco o Plano Real. No governo de Itamar Franco ainda foi realizado o 2º plebiscito da história do país (o primeiro foi durante o governo de Jango) em que tal qual o 1º se perguntava a população brasileira qual regime preferia: Monarquia ou Republica e o modo de governo, presidencialismo (absolutismo no caso de monarquia) ou parlamentarismo. A República presidencialista venceu novamente.

Fernando Henrique Cardoso (1994-2002) foi eleito duas vezes no 1º turno, derrotando Lula que era um forte candidato, pelo sucesso do Plano Real do governo de Itamar Franco, em seu governo aprovou emenda da reeleição em que o mandato deixava de ser de 5 anos e passava a ser de 4 com chances de reeleição ao candidato. No primeiro dia de seu mandato entrava em vigor o Mercossul com a participação da Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil que tentava criar na América Latina um bloco economico igual a União Europeia. Continuou com a politica de privatizações iniciada no governo de Collor e Itamar Franco (que privatizou a Companhia Siderugica Nacional (CSN)) e FHC privatizou a Vale do Rio Doce. Dois incidentes envolvendo o MST (herdeiro das Ligas Camponesas): Corumbiara (RO) em 1995 e Massacre no Eldorado dos Carajás, em que ficou claro que a policia havia executado alguns dos 19 mortos. O Ataque Especulativo que se iniciou em 1997 nas bolsas de valores asiaticas (a 1ª foi a de Hong Kong) em que os investidores passaram a especular tirar o dinheiro dos paises para forçar os governos a aumentar as taxas de juros para que eles conseguissem mais lucros. A bolsa de valores da Rússia, México e Argentina não aguentaram o Ataque Especulativo e entraram em recessão. O Brasil depois de garantir muitas vezes estar com doláres o bastante para aguentar o Ataque Especulativo, numa noite perdeu 40 bilhões de doláres, o dolár que valia 1 real passou a dois. O governo de FHC foi ao público e garantiu que tomaria as medidas provisórias para controlar a moeda. Nas eleições de 1998, FHC foi reeleito pois o povo esperava que ele contornasse a crise assim como fez com a crise inflacionária. A crise economica impossibilitou o governo de fazer manutenção em estradas e no setor de energia, o que resultou no Apagão. O governo terminou e não conseguiu contornar a crise. Tanto que José Serra, candidato de FHC perdeu as eleições de 2002. Ainda no fim do mandato de FHC começaram a surgir escandalos politicos de corrupção (como o tucanoduto). FHC apesar de ter saído do seu governo sem muito prestigio conseguiu um feito incrível, ter controlado a inflação. Foi fortemente contra o plano dos EUA de criar a ALCA (Area de Livre Comercio das Americas) junto com a Argentina.

Luis Inácio Lula da Silva (2002-2008-…) após ter 3 derrotas consecutivas conseguiu subir ao poder, sendo o 1º presidente eleito natural de PE, o 1º civil sem diploma universitário e o primeiro politico de esquerda a assumir o comando do país. Assim como seu antecessor foi reeleito, mas suas duas vitória foram obtidas no 2º turno. Ganhou a faixa de presidente de FHC, repetindo finalmente o passar da faixa presidencial entre dois presidentes eleitos que havia acontecido pela última vez com JK e Jânio Quadros. Continuou com a maioria das politicas de FHC, e colheu o que seu antecessor havia plantado como uma estabilidade economica. Aliou o PT a partidos que antes eram grandes inimigos, transformando o PT em um partido de centro e causando o racha que levou os radicais do partido a criar o PSOL. Após a sua primeira derrota no congresso por tentar fechar os bingos (principais meios de lavagem de dinheiro do narcotráfico) começaram a aparecer escandalos politicos de corrupão. Os escândalos foram tão grandes que abalaram o governo, Lula foi forçado a demitir seus dois alicerces: o ministro da fazenda Antônio Palocci e o ministro da casa civil José Dirceu, que foi denunciado no caso “Waldomiro Diniz”. O congresso chegou a executar três CPI aos mesmo tempo (duas na câmara dos deputados e uma no senado): a CPI dos bingos, do mensalão e dos correios. Mesmo assim conseguiu contornar a crise, pois contratou seus dois novos alicerces: Dilma Rouseff e Guido Mantega, ministros da casa civil e da fazenda respectivamente. O governo ainda sofreu com a crise do Apagão Aereo. Ganhou prestigio com as massas populares com programas como Fome Zero e Bolsa Familia e com a grande estabilidade economica que o país vivia. Consolidou o Mercossul e assinou o tratado que criava o Unasul, que oficializava as ideias de criar na America Latina um mercado comun tão forte como o da UE. Se aliou a outros paises emergentes no BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) e foi um dos idealizadores do G20 (grupo das 20 economias mais fortes do mundo que provavelmente substuirá o G8). Confirmou a posição brasileira em relação a ALCA, tornando-a inviavél. Intensificou as tentativas de conseguir para o Brasil um assento permanente no conselho de segurança da ONU, e mandou tropas para liderar a reconstrução do Haiti a serviço da ONU. Entrou na crise economica de 2008 com uma boa estrutura economica. Ainda não se sabe qual fim terá.

Aqui nós acabamos o programa de História do Brasil da COVEST e da UPE, isso mesmo! Terminamos. Na verdade fico devendo a parte de Cultura que foi colocada no programa de História, mas como acho que nem dá tempo, nem eu conseguirei fazer um bom resumo de culura vou ficando por aqui.

Obrigado pela paciencia por ter lido meus resumos e espero que eles sejam muito uteis para vocês tanto na primeira fase como na segunda

Boa Sorte domingo para todos nós

;D

Bruno Tôp

Regime Militar

novembro 19, 2008 às 3:37 pm | Publicado em História | 3 Comentários

Com o golpe militar de 1964, o populismo que se extendia por toda América Latina sofrera seu mais forte golpe ao ser extinto do Brasil, e agora era só uma questao de tempo para que fosse extinto de toda América Latina.

Após a deposição de Jango, o pode presidencial passou para o presidente da câmara, mas na verdade ele estava nas mãos do Supremo Comando da Revolução (Gan. Costa e Silva(Erxecito), Vice-Alm. Augusto Rademacker(Marinha) e o Brig. Correia de Melo (Aeronáutica)). O AI-1 foi instaurado, os militares teriam seis meses para ‘limpar’ o país dos comunistas e depois devolveriam o poder aos civis.

Daí os militares se diviram em dois grupos politicos: os Castelistas (ou da ‘Sorbone’, pois vinha da ESG, que tinha sua metodolia baseada na famosa universidade francesa, e tinham Castelo Branco como seu líder ideologico, eram da Linha-Branda) e os Linha-Dura, que achavam que o plano de devolver o poder politico aos civis era idiotice, pois em todas as revoluções bem sucedidas do Brasil (Independencia, Proclamação da República, Revolução de 1930 e deposição de Vargas em 1945) haviam sido lideradas pelos militares e passadas para as mãos dos civis e por isso o país estava assim, e não queriam devolver o poder aos civis como pregava o AI-1.

Castelo Branco (1964-1967) foi eleito indiretamente e instaurou em seu governo mais três atos institucionais, validando a contituição de 1967. Prorrogou seu mandato por mais um ano (deveria acabar em 1966), dissolveu a UNE e as Ligas Camponesas que continuavam a fazer oposição ferrenha ao golpe. Instaurou o Estatuto do Uso da Terra (que previa a reforma agrária, no papel era perfeito, mas nunca virou realidade). Criou o FGTS (anulando as medidas de estabilidade nos empregos em empresas privadas criadas por Vargas e que começariam a valer nessa época (foi criada em 1953 e após dez anos o trabalhador teria estabilidade no trabalho) o SUDAM e o SNI (Serviço Nacional de Investigação, que mais tarde seria líder das torturas nos governos dos Linha-Dura). Os politicos começaram a ser caçados e ficou claro para os politicos da UDN e do PSD que haviam apoiado o golpe que não iriam voltar ao poder, Castelo Branco dissolveu os partidos e instaurou a politica bipartidária com a criação do ARENA (partido do regime militar) e o MDB (partido que deveria fazer oposição, mas nunca o fez de verdade). Na politica externa, rompeu relações com Cuba e com a URSS, alinhou o Brasil novamente aos EUA na Guerra Fria, mandou tropas para São Domingo (ou Santo Domingo) no caribe para ajudar os EUA a acabar com o populismo. Seu plano economico foi o PAEG que congelou os salários e parou de emitir moeda para controlar a inflação, as medidas anti-inflaçonárias foram tão fortes que a inflação caiu de 95% para 20%.

Costa e Silva (1967-1969), um dos líderes do golpe de 1964 assume a presidência e começa o regime dos Linha-Dura. Logo que assumiu viu ser formada a Frente Ampla, idealizada por JK e Carlos Lacerda que foram até o Uruguai pedir o apoio de Jango para que a democrácia fosse reinstaurada no Brasil (ambos haviam apoiado o golpe militar para tirar Jango do poder e agora iam pedir a ajuda dele). Com isso a UNE, já ilegal, voltou as ruas inspiradas pelos politicos. O ano de 1968 do mundo (o ano de 1968 ficou conhecido como o ano das Revoluções, das Transformações, o ano que não terminou, o ano do século XX e a geração que mudou o mundo) começava mais cedo no Brasil, no dia 28/03 morria o estudante Edson Luís Souto durante uma reunião que visava conseguir melhoras na alimentação, daí surgiu a celebre frase “Mataram um Estudante, poderia ser SEU FILHO“. Os confrontos entre estudantes e policiais se intensificavam, no dia 20/06, 20 estudantes morrem na chamada “sexta-feira sangrenta”. Com a participação de artistas conseguiram realizar a Passeata dos Cem Mil que fez forte oposição a ditadura. “O Brasil estava irreconhecivelmente Inteligente”. No dia 31/08, Costa e Silva sofre derrame; o deputado Moreira Alves num discurso exaltado manda o povo boicotar o desfile do 7 de Setembro, e que as garotas parassem de ir para a cama com os militares até que eles voltassem para os quarteis. A Junta Militar assume o comando da nação e passa a elaborar o que seria o mais forte golpe da Ditadira Militar. No dia 02/10 policiais assistem parados ao confronte entre estudantes de esquerda e os de direita (CCC) que estavam fortemente armados e massacraram os ‘comunistas’. Em dezembro 1200 estudantes eram presos o que acabou com grande parte da força da UNE. No dia 13 de Dezembro era aprovado o AI-5, que legalizada emendas constitucionais, (para alguns historiadores era a imposição de mais um constituição outogarda, a Constituição de 1969), tinha icinio os Anos de Chumbo.

Emílio Garrastazu Médici (1969-1974) iniciou o governo mais repressivo de todo o Regime Militar e também consolidou a presença do Estado na Economia, no governo dele o Brasil cresceu tanto economicante (taxa de 11,1% ao ano) que esse crescimento ficou conhecido como “Milagre Brasileiro“. O crescimento não veio de graça, a dívida externa cresceu exponencialmente e houve uma brutal concentração de renda que era defendida pelo Gan. Golbery do Couto e Silva, dizendo que primeiro deveriamos ter o bolo, depois o dividiriamos e que pregava a frase “Segurança e Desenvolvimento”, referindo-se a forte repressão do governo de Médici. O Brasil passou a controlar o Neoliberalismo economico, fazendo com que os bancos tivessem que deixar 40% de seu capital no Banco Central (por isso não estamos sofrendo tanto com a crise economica imobiliaria vinda dos EUA) e fez com que finalmente o Brasil pudesse competir no mercado internacional com seus produtos maquinofaturados se voltando para produtzir produtos mais duravéis como: carros. Com isso o estado teve um ativo papel na economia investindo em aréas que não interessavam o capital estrangeiro, ou seja, passou a investir em areas de infra-estrutura, telecomunicações, energia, transporte, mineração e muitas outras. Em 1970 o Brasil era novamente campeão mundial de futebol, o regime militar aproveitou para divulgar propagandas ufanistas “Ame-o ou Deixe-o” essa era a propaganda do Regime Militar em referencia ao país. Os grupos de esquerda se tornaram criminosos e intensificaram seus ataques contra o Regime, tendo sequestrado embaixadores dos EUA, Japão, Alemanha e Suiça em troca de presos politicos. O crescimento economico foi brutalmente parado com a 1ª Crise Internacional de Petroleo (1973) e com isso os Linha-Dura perderam prestigio no congresso, e assim os Castelistas reassumiam o poder.

Ernesto Geisel (1974-1979) traz de volta o poder aos Castelista assumindo o pais em meio a uma crise economica; começava o fenomeno de Estagflação (estagnação economica e altas taxas de inflação) que mais tarde renderia um crescimento economico tão baixo que rendeu a década de 1980 o nome de ‘Decada Perdida’. Isso contribuiu para o fim do Regime Militar. Com a ajuda do Gan. Golbery do Couto e Silva, Geisel iniciou a politica sob o lema: ” Distenção lenta, gradual e segura’ que só seria consolidada no governo de João Figueiredo. A igreja se juntava de vez aos oposicionistas do Regime, a classe média parou de temer que o pais se tornasse comunista. Episódios ocorridos em São Paulo sob a tutela direta do comandante do II Exercito (responsável pela região Sudeste): Ednardo D’avila Melo, nas mortes com claras evidencias de tortura. Geisel foi forçado por manifestos populares a intervir contra os Linha-Dura e tirou o comando do II Exercito deles. Tentando contornar a situação promoveu uma maior abertura politica ao liberar propaganda eleitoral para as eleições de 1974. O MDB adotou carater nacionalista e e elegeu 16 dos 22 senadores do Brasil, mas a ARENA ainda manteve a maioria na câmara dos deputados, isso fez Geisel retroceder na abertura politica. Geisel passou a ser fortemente contestado pelos Linha-Dura mais ainda assim conseguiu eleger seu sucessor.

João Figueiredo (1979-1985) iniciou seu mandato prometendo fazer do país uma democracia. A Linha-Dura percebendo que não voltaria mais ao poder passou a utilizar de atentados para macular o governo dos Castelistas. Ataques terroristas e atitudes covardes passaram a ser frequentes como no incidente que matou a secretária do presidente da OAB, a carta era endereçada a ele; e um carro bomba que foi encontrado antes que fosse detonado. Os militares racharam. No ABC paulista crescia o prestigio de um líder operario, “Lula” inspirava os operários a contestarem o sistema. A divida externa ultrapassou os limites, a estagflação fez com que a decada de 1980 ficasse conhecida como década perdida. A insatisfação com Regime Militar era geral. O bipartidarismo é abolido, e surge a liberdade partidária. Os três líderes militares não entraram em um consenso. Acabou que Paulo Maluff (considerado herdeiro da politica de Ademar de Barros “Roubo mais faço” e muito popular em SP) foi indicado pelo PDS. Surge em Abreu e Lima (PE) a campanha ‘Diretas Já!’ que foi sugerida no congresso pelo deputado Dante de Oliveira, mas não foi aprovada. Forma-se a Aliança Democratica, em que ex-participantes da ARENA que haviam corrido para o PMDB com Tancredo Neves como candidato a presidente e José Sarney como vice, que era um colaborador do PDS. Tancredo Neves, um civil de 75 anos, ex-1º ministro de João Goulart, ligado ao Getulismo era eleito o novo presidente brasileiro.

Daqui a pouco República Atual, ou Nova República… ;D e ai finalizamos esses resuminhos

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Bruno Tôp

República Populista

novembro 18, 2008 às 2:09 am | Publicado em História | 5 Comentários

República Populista porque em meio ao fim da segunda guerra os líderes nacionalistas e neoliberais pregavam serem os salvadores da pátria e atribuiam a si as qualidades necessárias para serem os heróis do povo, abusando de campanhas eleitorais pessoais. Era o candidato que ganhava a eleição e não o partido, esse movimento se espalhou por toda a América Latina desagradando aos EUA que queria uma aliança politica com os países da América no recém criado contexto da Guerra Fria. Só restava aos EUA derrubar aqueles que fossem simpatizantes com a URSS para poder manter intacta sua zona de influência sem se importar se estava ou não cumprindo os ideais liberais e democráticos que pregava na sua constituição.

Com a Lei Agamenon Magalhães os partidos politicos eram reestituidos e ele retirava o Partido Comunista da ilegalidade. O próprio Vargas apoiou a criação do PSD (aristocratas nacionalistas, seu maior lider foi Miguel Arraes em PE), e criou o PTB (seu próprio partido, que teve outro importante líder: João Goulart), viu ser criado a UDN (partido de aristocratas neo-liberais que defendiam a vinda do capital externo para o Brasil, eram conhecidos também como Colarinhos Branco, tinha como um importante líder o jornalista Carlos Lacerda).

Eurico Dutra (1945-1950)

Impedido de participar das eleições presidenciais, Vargas voltou para sua fazenda em São Borja (RS) e decidiu não apoia nenhum dos 11 candidatos, dos quais só três eram importantes: Eurico Dutra (PSD), o Brigadeiro Eduardo Gomes (UDN) e Yedo Fieza (PCB). Usando do voto feminino e do prestigio do Brigadeiro Eduardo Gomes que era herói das tropas brasileiras na segunda guerra, e simbolo do movimento tenentista (foi um dos dois sobreviventes dos 18 do Forte Copacabana) a UDN parecia estar garantida no poder, eis que Eurico Dutra e o PSD correram para Vargas, em troca do apoio dele na próxima eleição Vargas seria a apoiado por eles. Com o apoio de Vargas, Dutra é eleito presidente com expressivos 55% (naquela época não havia 2º turno, o melhor colocado era eleito) e começava seu governo com os cofres públicos cheios de dólares vindos da 2ª Guerra Mundial. Só que com a Missão Abbink, em que o país receberia a visita do presidente americano e do ‘american way of life’ o Brasil gastou muito dos seus dólares em produtos superflúos (io-iôs, televisões que nem tinham sinal e outras bugigangas). Isso fez Vargas criticar duramente o mandato de Dutra, e fez com que o mesmo se afastasse do PSD e se aproximasse da UDN, maioria na câmara. Seu plano de governo foi o SALTE (sáude, alimentação, transporte e energia), os dois últimos foram levados em consideração tendo Dutra criado a Chesf no Nordeste e a Via Dutra que liga SP ao RJ. Ele alinhou o país aos EUA na guerra fria ao assinar o TIAR (Tratado Inter-americano de Assistencia Reciproca) e foi obrigado a caçar o PCB, colocando-o na legalidade, rompeu relações com a URSS, pelo incidente com o embaixador brasileiro (na verdade foi uma armação para que a URSS prendesse o diplomata brasileiro que estava bebâdo e causando confusão em Moscou, com o isso é proibido pela ONU o Brasil exigiu desculpas oficiais que não existiriam, pois a URSS estava certa) e fundou a ESG (Escola Superior Militar, orgão formador dos futuros golpistas de 1964).

Getúlio Vargas (1950-1953)

Mesmo com o apoio do PSD e do seu próprio partido o PTB, Vargas sabia que ainda assim estaria arriscado a perder a eleição para Ademar Barros (o governador paulista que era eleito sob o lema ‘Roubo, mas faço!’) que seria vitorioso com grande margem de votos em toda SP, pois Vargas ainda era odiado pela forte repressão que teve contra a Revolução Constitucionalista de 1932. A velha raposa gaúcha então chamou Ademar Barros e propôs uma aliança, ele desistiria de uma candidatura incerta pra um candidato velho, e na próxima eleição Vargas prometeu apoiá-lo. Ademar de Barros concordou e Vargas novamente se tornava presidente brasileiro, dessa vez eleito pelo povo derrotando Eduardo Gomes da UDN.

Assim que começou seu governo ele tratou de reiniciar suas medidas nacionalistas que irritava profundamente os interesses dos neo-liberais da UDN, ainda maioria na câmara. Após ter nomeado João Goulart, o popular Jango como ministro do trabalho ele aprovou a transferencia de algumas das leis da CLT para os trabalhores rurais que descontentou ainda mais os aristocratas. Com a medida de dar um aumento de 100% no salário minimo proposta por Goulart, Vargas recebe o “Manifesto dos Coronéis” em que o exercito dizia que tal medida causaria insubordinação no exercito e falta de membros de baixa patente (o salário minimo passaria a ser maior que o salário de um soldado raso) e os coronéis exigiram a demissão de Jango. Acuado Vargas demitiu seu ministro, mas no dia 1º de maio aprovava o aumento de 100% no salário minimo. Seu plano de governo, foi o Plano LAFER (nome de seu ministro da casa civil) em que ele estimulou o fortalecimento de industrias de base, principalmente as energeticas, criou o BNDE (que mais tarde viraria o BNDES) e foi um dos fundadores da campanha “O Petroléo é nosso”, em que ele, junto com Monteiro Lobato, investiram na descoberta de petroléo no Brasil. Quando isso foi comprovado ele criou a Petrobrás, contrariando as empresas multinacionais que queriam monopolizar o petroléo do Brasil. Criou a estabilidade no trabalho privado(se um trabalhador completasse 10 anos de trabalho ele não poderia ser mais demitido) e chegou a falar na LRL (Lei de Remersa de Lucros), em que 10% do lucro que as multinacionais tivessem no Brasil teriam que ser investidos aqui.

No incidente de 08/08/1953, o atentado contra Carlos Lacerda, inimigo politico pessoal de Vargas e líder da UDN, um major da aeronautica foi morto. Assim Vargas começava a ser desprestigiado. A aeronáutica acusou a policia civil de insuficiente e instaurou seu próprio comando de policia no saguão do aeroporto do Galeão no RJ. Os politicos começaram a se afastar de Vargas e com a acusação de que o “Anjo Negro”: Gregório Fortunato, chefe da segurança pessoal de Vargas teria sido o mandante do atentado a UDN colocou o presidente contra a parede.

Sem querer renúnciar novamente, Vargas tirou sua vida. Ele perdia sua vida, mas entrava para a história, pois junto ao seu corpo foi encontrada uma carta em que ele explicava muito bem o que estava acontecendo, acusando a oposição de tramar contra ele e o povo e de tentar jogar uns contra os outros. O povo foi para as ruas e os planos da UDN de tomar o poder foram frustrado, Carlos Lacerda fugiu para Portugal. Com seu suicidio Vargas adiava o golpe em dez anos.

Governo Provisório (1953-1954)

Com a morte de Vargas seu vice-presidente: José Café Filho deveria assumir o poder e terminar o mandato de Vargas. Com as eleições de 1954 três fortes candidatos aparecerão, todos usando o nome de vargas: Ademar Barros, que havia se afastado dele quando os boatos começaram, mas que tratou de mostrar os documentos em que Vargas prometera apoiá-lo na próxima eleição; Juscelino Kubitschek, membro do PSD que foi o único a se manter ao lado de Vargas nos últimos meses de sua vida por ter que ter apoio do governo federal para inaugurar as obras de seu governo em MG e que se aliou a Jango que concorria ao cargo de vice-presidente (vice-presidente disputava uma eleição separada); e Juarez Tavora, candidato da UDN que havia sido lider da Revolução de 1930 no Norte-Nordeste.

JK venceu, mas com menos votos que Jango, pois todo mundo via nele o verdadeiro herdeiro politico de Vargas. A UDN então decidiu impedir JK de assumir o poder, primeiro fez José Café Filho o vice de Vargas que era o presidente ‘ter’ um enfarte e passar o poder ao presidente da câmara dos deputados: Carlos Luz, um dos líderes da UDN. Henrique Texeira Lott, militar e altamente legalista presentiu o golpe e deu um golpe antes disso passando o cargo para Nereu Ramos, presidente da câmara do senado e membro do PSD. A UDN fez de tudo para impedir a posse de JK alegando que ele tinha tido menos votos que Jango, mas não teve jeito, o erxecito já não tinha a unidade minima que precisava para dar o golpe por causa de Lott.

Juscelino Kubitschek (1955-1960)

A primeira coisa que fez ao assumir o cargo de presidente foi nomear Lott como seu ministro de guerra, depois tratou de se aproximar da UDN, pois viu que se não o fizesse não iria terminar seu governo e como “JK fazia de tudo para ser presidente, até pisar na mãe” segundo seus inimigos politicos, JK conseguiu ter exito em todos os seus planos politicos. Com seu Plano de Metas dizia que iria fazer 50 anos em 5. O seu governo coincidiu com uma ótima fase cultural que o Brasil vivia no exterio, “O Brasil parecia que ia dar certo” segundo alguns historiadores. Nosso país exportava cinema através do Cinema Novo que retratava o forte regionalismo do país sob o lema “Uma ideia na cabeça e uma câmara na mão”, tinha a Bossa Nova admirada em todo mundo pelo seu jeito simples e requintado de fazer som em um violão, tinha o melhor futebol do mundo, o melhor boxe do mundo e a melhor tenista do mundo. Eram os Anos Dourados.

Aliado aos neo-liberais JK tratou de trazer investimento exterior para bancar a obra de Brasilia, um antigo sonho de uma capital no planalto central (Mem de Sá, o governador geral mais importante da colônia já falava em transferir a capital para o interior, nas proximidades do Planalto Central). Trouxe as empresas automobilisticas e conseguiu o crescimento de 8% ao ano. Mas isso não foi de graça, JK abriu um abismo economico sem fundo, a Inflação estava chegando, o ovo do dragão ia nascer. Ele deveria ter apoiado Lott nas eleições seguintes, mas sabendo que o próximo presidente iria enfrentar uma grave crise tratou foi de dar uma rasteira pode debaixo dos panos no seu ministro da guerra, para que em 1965 ele fosse empossado como presidente novamente e salvar o país da crise. Quem venceu a eleição foi um figuraço o Jânio Quadros, que não tinha partido nenhum, fazia questão de criticar todos os partidos e foi apoiado pela UDN, deveria ter apoiado o vice da UDN, mas tratou de juntar a sua musiquinha da vassourinha (ele dizia que ia ser a vassourinha que ia limpar o senado e a câmara da corrupção) ele incentivou o “Jan-Jan” (Jânio e Jango) e assim Jango era reeleito como vice-presidente.

Jânio Quadros (1961)

Foi uma das maiores figuras politicas do país. A UDN parecia finalmente ter chegado ao poder certo? Errado. Jânio tratou de enlouquecer os “colarinhos bracos”, pois na politica interna ele criticava e caçava comunistas e fazia questão de xingar esquerdistas, sendo um moralista ferrenho. Na politica externa mandou Jango para a URSS para ele reatar com a potência comunista, apoiou Cuba na questão da Invasão da Baia dos Porcos e condecorou o guerrilheiro argentino “Che” Guevara. Isso chocou tanto a esquerda como a direita brasileira. Logo que assumiu tratou de congelar salários e a pedir ajuda do FMI e do BIRD para tentar conter as altas taxas de Inflação. A UDN passou a querer a renuncia dele, e ele o fez, escrevendo uma carta, uma cópia mal feita da de Vargas em que ele alegava que ‘forças misteriosas’ haviam deposto ele do poder, na verdade, o motivo não foi a politica externa e sim por Jânio ter falado LRL (Lei de Remersa de Lucros que Vargas havia cogitado no fim do seu governo). Quando renunciou ele tinha mandado Jango para a China pensando que a UDN jamais deixaria ele assumir o cargo e achando que o povo fosse exigir a sua volta (afinal ele havia sido eleito com 48% dos votos, mesma porcentagem de Vargas).

João Goulart (1961-1964)

Os ministros militares: Gan. Odilio Denys, Alm. Silvio Heck e o Brig. Gabriel Grüm Hoss publicaram um manifesto dizendo que não deixariam os comunistas assumirem o poder junto com Jango. Leonel Brizola, governador do RS, e cunhado de Goulart, sequestrou uma rádio e começou uma transmição clandestina em que iniciava o movimento Legalista. Sem o apoio de Lott, que havia sido preso logo após a renuncia de Jânio Quadros, a direita esperava consolidar o golpe com a ajuda do erxecito, o que não ocorreu pois o Gan. Machado Lopes, comandante do III Erxecito do Brasil (o que compreende a região Sul) apoiou Brizola e com esse racha ficava clara o clima de Guerra Civil que não agradava os direitistas. Plinio Salgado, ex-lider integralista propôs que o Parlamentarismo fosse instaurado, a principio Brizola e a esquerda não aceitaram, mas Jango aceitou com a condição de que um Plebiscito fosse feito antes do fim do governo para ver o que o povo brasileiro achava. A ideia da UDN era colocar o plebiscito no fim de Janeiro de 1965 (fim do governo de Jango).

João Goulart assume seu cargo de presidente em sete de setembro de 1961 com Tancredo Neves como seu primeiro 1º ministro, mas o mesmo teve que renunciar ao cargo para assumir o governo de MG. Assume Brochado da Rocha que falha miseravelmente e deixa o cargo para Hermes Lima que também não se sai bem no cargo. (a inflação passou de 64% para 95%). Assim o plebiscito foi adiantado para 1963, e a população decidiu pelo presidencialismo, frustrando os planos dos direitistas.

Celso Furtado, ministro da fazenda cria o Plano Trienal que pretendia em 3 anos acabar com a inflação e investir em reformas sociais, mas para isso precisaria de congelamento de salários, o que não agradava a Jango. O medo das reformas de base que constavam no plano trienal fez com que as elites boicotassem o plano de governo e os mesmo começaram a tramar um golpe, dessa vez bem articulado, não poderiam falhar novamente (já haviam falhado em 53, 55 e 61), criaram, o IPES e o IBAD, orgãos para fazer propaganda contra o governo financiados por multinacionais americanas (Miguel Arraes derrotou aqui em PE um candidato que tinha uma campanha de mais de dois milhões de dólares). O medo de uma possível reforma agrária agravou os conflitos entre ligas camponesas e aristocracias rurais (a primeira liga camponesa foi criada no engenho da galiléia, em vitória de santo antão-PE, liderados por Zézinho da Galiléia, os trabalhadores rurais camuflaram as reuniões (era proibido sindicatos de trabalhadores rurais) como se fossem para discutir as taxas para funerais (nem isso eles tinha direito) a principio o dono do engenho concordou, mas depois foi forçado a tentar desfazer o grupo por pressão dos outros aristocratas, os trabalhadores rurais contrataram o advogado recifense Francisco Julião para oficializar a situação deles, ele não só oficializou como se tornou um fervoroso líder da causa. O governador de PE durante o regime militar, Cid Sampaio apesar de apoiar o regime, claro, despropriou suas próprias terras em prol da causa dos trabalhadores rurais. As ligas ficaram famosas e se espalharam pelo nordeste e plo brasil, tendo seu apice na Paraíba quando a Liga de Sape chegou a ter mais de 10 mil mebros e seus líderes mortos).

Vendo que não tinha como ficar próximo da direita Jango foi para o Tudo ou Nada. Se aliou a alguns setores da esquerda como a UNE e as Ligas Camponesas (recém-criadas ainda) entrando na FPN(Frente Parlamentar Nacional) e se opondo a ADN (ação democratica nacional) que contava com o apoio do IPES, IBAD e da corrente “tradição católica e familiar”. Jango colocou na luta politica dois setores perigosos o baixo escalão do erxecito e a população rural, isso assustava cada vez mais a direita que foi recorrer aos EUA(ficou provado que o 4º pelotão da marinha americana estava pronto para invadir o Brasil e ajudar os revoltosos a completar o golpe de 1964 seguindo a operação Brother Sam). Como dois soldados rasos que haviam sido eleitos deputados não puderam ser empossados no dia 12/09/1963 estourava a Revolta dos Sargentos, que foram presos e anistiados por Jango. O presidente respondeu com o Comicio da Central do Brasil que contou com mais de 200 mil pessoas. A IPES organizou em SP a A mrcha da familia com deus pela liberdade já em 19/03/1964 em que o povo ia as ruas lutar contra o ‘perigo comunista’. Entre 25 e 26/03/1964 ocorreu a Revolta dos Marinheiros liderada pelo Cabo Anselmo(que mais tarde se descobriu ser um agente da CIA, ele participou aqui em Recife de golpes contra a esquerda ao planejar uma emboscada que matou até mesmo sua mulher grávida, uma importante lider contra o regime militar), em que a insubordinação ficou clara. Jango os anistiou assim como fez com o erxecito. O Cabo Anselmo organizou o Almoço no Automovel Clube em que convidou Jango a discursar, selando o apoio dele com a insubordinação assim como os militares haviam planejado. Com o apoio de três governadores: Carlos Lacerda do estado da Guanabara, Magalhães Pinto de MG e Ademar Barros de SP o golpe estourou, sendo adiantado pelo Gan. Mourão Filho (o mesmo que criou o plano cohen para Vargas), quase que o golpe era fracassado por causa de Mourão Filho, pois isso deu tempod de Brizola organizar uma defesa para Jango alegando que ‘João Goulart vai ser presidente do Brasil, enquanto o RS estiver no Brasil’. Jango não aceitou a ajuda nem a renuncia, o golpe estava feito, João Goulart estava deposto e foi se exilar no Uruguai para evitar uma guerra civil. Em Pernambuco Miguel Arraes foi o único a não aceitar ter que renunciar e foi exilado assim como Jango.

Começava assim mais uma fase triste da história Brasileira, o Regime Militar.

Ufa!

Acabamos, amanhã regime militar e república atual! Desculpa a falta de imagens, mas eu realmente não sei comos e coloca imagens aqui T.T

Tenho que fazer ainda uns exercicios de matematica e sao 23:07

u.u

enfim fico por aqui

Bruno Tôp

Ah sim, parabens Bia pela formatura, e eu já conhecia esse bizu de quimica, muito bom por sinal!!

Era Vargas

novembro 18, 2008 às 12:07 am | Publicado em História | Deixe um comentário

Introdução

A insatisfação dos estados menores(PE, RS, BA, PA, RJ) com a hegemonia de MG/SP no poder da presidencia brasileira fizeram eles se juntarem e peitarem o eixo ‘café-com-leite’ na eleição contra Arthur Bernardes, na qual eles sairam derrotados.

As Leis de Mercado da época inspiradas no mesmo Liberalismo que financiou a 1ª Revolução Industrial fizeram com que a economia americana continuasse a produzir o mesmo que produzia na época da 1ª Guerra Mundial, como o mercado Europeu aos poucos se reestruturou parou de consumir tanto, e alguns países (Alemanha e Itália) não pagaram suas dívidas que foram várias vezes renegociadas, com isso os EUA não tinham como manter tantos empregados, estes foram demitidos, sem emprego pararam de consumir e ficaram receossos em gastar seu dinheiro, isso parou o mercado americano que começou a recolher o dólar que havia emitido na época da guerra e com isso as economias internacionais que eram totalmente dependente a americana quebraram. Com a crise de 1929 e o CRACK na bolsa de valores de Nova Iorque, que abalou a economia mundial, e fez com que o Brasil entrasse em recessão economica antes mesmo da crise estourar de vez, impossibilitou o governo de manter o Convênio de Taubaté, pois o Brasil não podia comprar as sacas de café nem podia pedir emprestimos, pois nenhum país estava disposto a emprestar dinheiro em meio a uma recessão mundial. Isso causou mais um racha na politica ‘café-com-leite’, pois Washington Luís deveria indicar Antônio Carlos Ribeiro de Andrade(ACRdeA), o então governador de MG, para sucedê-lo, vendo que só uma pequena faixa de cafeicultores ia poder ser beneficiada pelo Convênio de Taubaté, o presidente indicou para seu sucessor Júlio Prestes (um cafeicultor paulista). ACRdeA foi então até Getúlio Vargas, o então governador do RS, terceiro estado mais poderoso do país e propôs uma aliança assim como a que houve na eleição de Hermes da Fonseca. Vargas impôs a condição de ele ser o candidato a presidente e que MG não pudesse indicar o vice-presidente, para o cargo foi escolhido o então governador da Paraíba: João Pessoa(ele foi o único a dizer “Eu Nego”(o da bandeira da Paraíba) ao estado de São Paulo na hora de manter a politica dos governadores), assim era formada a Aliança Liberal. Com uma fraude escancarada Júlio Prestes ganhou a eleição (Vargas venceu com mais de 99% no RS). Os tenentes começaram a planejar um golpe para impedir a posse de Prestes, que não foi apoiado nem por Vargas nem por Pessoa (Pessoa disse “Eu prefiro 100 Júlios Prestes do que uma Revolução”). Um fato que não tinha nenhuma relação com o contexto politico da época fez estourar a Revolução: a morte de João Pessoa no Recife (João Dantas um jornalista do interior da Paraíba era quem assinava por um coronel do interior da Paraíba, inimigo declarado de Pessoa. Abusando de seu poder politico Pessoa invadiu a casa de Dantas e expôs uma relação que o mesmo tinha fora do casamento. Dantas jurou Pessoa de morte e cumpriu sua promessa). ACRdeA disse a Vargas “Vamos fazer essa revolução antes que o povo a faça” e assim Vargas tomava as redeas da ‘revolução francesa’ do Brasil, já pronta pra estourar.

Governo Provisório (1930-1934)

Com ajuda do tenentismo Vargas conseguiu tomar o poder do Sudeste sem precisar recorrer a uma guerra civil (Juarez Tavora conduziu as tropa Varguistas no Norte-Nordeste). Logo que assumiu ao poder Vargas mostrou a todos que nenhum dos grupos conseguiria controlar o país sozinho e conciliou ao eu redor: burguesia, operariado e tenentes. Era dificil saber quem realmente ganhou com a revolução de 1930, mas dava para saber quem perdeu: a oligarquia. Sob um “estado de compromisso” em que Vargas promeita recompessar as forças heterogeneas que o ajudaram a realizar a revolução, Vargas colocou os tenentes no comando dos estados como “interventores”, com um decreto de lei ele trouxe o poder legislativo para o executivo fechando a câmara dos deputados e dos senadores, tirando oa aristocratas de vez da politica, criou o Ministerio do Trabalho, Indústria e Comércio(tudo junto mesmo) e deu para os burgueses; o Ministério da Saúde e Educação(tudo junto mesmo) e deu para a classe média e criou as Justiças: Eleitorais (para Classe Média), Trabalhistas (para o Operariado) e Militares (para os Tenentistas).

Vendo-se feridos por Vargas e seus auxiliares os paulistas passaram a alimentar o nativismo paulista contra os revolucionários, assim estourava em 1932 a Revolução Constitucionalista em SP, em que vários jovens paulistas aderiram ao movimento anti-Vargas. O movimento foi rapidamente massacrado, mas serviu para forçar Vargas a convocar uma assembléia constituinte que estava adiando ao máximo possível. E dois anos depois era aprovada a Constituição de 1934 em que tornava oficial o voto da mulher, baixava a maior idade politica para os 18 anos, dissolvia o cargo de vice-presidente, e restringia a autonomia dos estados resgatando a politica centralista do império e assim começava o:

Governo Constitucional (1934-1937)

Após a crise de 1929 surgiu no Brasil, assim como no resto do mundo, diversos ‘salvadores’ da economia. A AIB (Ação Integralista Brasileira) era o nazi-fascismo brasileiro, liderados por Plínio Salgado e sob o juramento Anauê! eles defendiam o estado sob a tutela de um só lider forte que unisse: familia, tradição e religião (ao invés de: uma nação, um povo, um líder de Hitler) e faziam questão de exibir a letra grega Omega nas suas fardas verdes; e seus opostos a ANL (Aliança Nacional Libertadora, não confunda com a ALN do regime militar), os comunistas brasileiros liderados por Luís Carlos Prestes (o marido da Olga e líder da famosa Coluna Prestes) que pregava o fim da divida externa, uma reforma agrária e a estatização do mercado brasileiro, além da nacionalização de empresas multinacionais que se estabeleciam aqui.

Assim como no começo do Governo Provisório, Vargas consegui equilibrar forças heterogeneas ao seu redor, no Governo Constitucional não foi diferente, a velha raposa gaúcha se aproximava de ambos: integralistas e comunistas e não escolhia um lado fixo. O mesmo fazia lá fora na política externa, sempre elogiava os discursos de Mussolinni, mas tinha contato direto com os EUA. O crescimento exponencial da ANL fez Vargas se aproximar dos Integralistas e em 1935 fechou a ANL que resultou na Intentona Comunista de 1935 que deveria acontecer em todo o país, mas só teve levantes significativos em Natal, Recife e Rio de Janeiro. A maioria dos comunistas foram presos. Vargas deveria convocar novas eleições em 1938, mas no fim do seu mandato eis que surge o Plano Cohen, um plano dos comunistas para chegarem ao poder através de uma revolta armada. Vargas revelou isso em todos os veículos de imprensa e assim conseguiu o poder de sítio, dissolveu mais uma vez as câmaras e rasgou a Constituição de 1934 e aprovou a Constituição Outogarda de 1937 (ou Polarca, pois era um cópia declarada da constituição da Polônia). Assim tinha inicio a ditadura de Vargas, o:

Estado Novo (1937-1945)

Um regime ditatorial inspirados no fascismo que animou os Integralistas, mas Vargas dissolveu todos os partidos politicos da época, inclusive o AIB. Em maio de 1938 os integralistas tentaram um levante armado, que foi frustrado rapidamente. Agora Vargas conseguia o que sempre quis, controlar o país sozinho, sem ter que ficar agradando ninguém além do povo. Criou: o DASP e o DIP para ajudarem a consolidar seu regime, a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) ganhando prestigio de todos pois ficava conhecido como “Pai dos Pobres” nos jornais, e pelos boatos como “Mãe dos Ricos”, pois continuava a agradar a burguesia e as aristocracias para que não se insurgissem contra ele.

Em 1939 estourava a 2ª Guerra Mundial e os EUA convocou o a Convenção do Panamá para decidir a posição dos paises da América sob o conflito. Ficou decidido que a América não participaria do conflito e que todos os países do continente prestariam solidariedade continental caso qualquer país fosse atacado. Vargas passou a ‘leiloar’ a posição do Brasil, o preço: a industrialização do país. Os EUA apesar de neutro estava totalmente tendenciando aos Aliados, e a Alemanha parecia disposta a pagar a industrialização brasileira em troca de apoio ao eixo no Atlântico Sul. Em 1941 com o ataque a base america no pacifico de Pearl Harbor pelos japoneses os americanos convocaram uma nova convenção, dessa vez no Rio de Janeiro e o próprio presidente dos EUA, Roossevelt veio ao Brasil cobrar a promessa de Vargas. Os EUA puderam criar bases militares em todo o Nordeste brasileiro em troca da industrialização do país (criou assim a CSN (Companhia siderugica Nacional) e a Vale do Rio Doce que custaram 20 milhões de dólares), assim o Brasil entrava na segunda guerra contra o Eixo. Os alemães não ficaram nada contentes com a noticia e passaram a afundar navios canarinhos, quando eles afundaram um navio civil a população foi as ruas liderada pela UNE que começava a ter gosto pela politica com cartazes como “ABAIXO A DITADURA, Nazi-fascista” (aproveitando a oportunidade para criticar o governo). Vargas decide então mandar tropas, a população não acreditou, tanto que diziam “É mais fácil uma cobra fumas que a FEB ir a guerra”, a FEB foi, e ainda trataram de ir com um escudo de uma cobra fumano no braço. Apesar de ser um erxecito despreparado, desnutrido e sem armas decentes, o Brasil conseguiu vitórias importantes para o aprisionamento de reféns politicos, sendo a participação do país na guerra restrita ao norte da Itália.

Com o fim da guerra e o afundamento dos regimes totalitários, Vargas percebeu que não poderia mais manter o regime ditatorial e começou a redemocratizar o país. Ele aprovoou a Lei Agamenon Magalhães que trazia os partidos politicos de volta a legalidade e chegou até a tornar legal o Partido Comunista. Seus inimigos percebendo o que Vargas queria fazer anteciparam um golpe e em 1945 depuseram ele do poder, impedindo Vargas de se candidatar a presidente pela nova constituição, a Constituição de 1945.

bem a Era Vargas acaba aqui, hoje ainda acho que República Populista

;D

Bruno Tôp

República Velha

novembro 15, 2008 às 11:22 pm | Publicado em História | 4 Comentários

Desde seu inicio, a República já tinha um grande conflito a superar, o que se sucedia entre os militares e as aristocracias locais. Os primeiros defendiam um estado centralizado comandado a pulso forte para poder manter as fronteiras longiquas sob o dilema “Ordem e Progresso“. Já os outros queriam que a nova república fosse uma cópia dos EUA aqui no Brasil, tanto que o nome dado ao país foi Estados Unidos do Brasil, o um país descentralizado onde as províncias teriam sua própria auonomia, uma própria constituição e só se juntariam para se beneficiar através de impostos internacionais. E quem triunfou nessa luta? Primeiramente os militares, mas logo ficou claro que as ideias de Marx estavam certas, para controlar a politica, você precisa controlar a economia.

A República velha pode ser dividida de duas maneiras: a primeira divida em República da Espada (enquanto esteve nas mãos dos militares) e em República Oligarquica (quando passou para a mão dos cafeicultores do suldeste); e a segunda em Fase da Implantação, Fase da Consolidação e Fase do Declínio.

República da Espada (1889-1894)

Deodoro da Fonseca (1889-1891)

Após o golpe em que a familia real foi deposta Deodoro como o líder assumiu o governo provisório até que uma nova constituição fosse elaborada. E assim como ocorreu em 1824 o congresso foi chamado as pressas para elaborar (copiar)uma constituição. Após muito conflito, os aristocratas conseguirão que a constituição dos EUA fosse usada como referência e assim entrava em vigor a segunda constituição brasileira, a Constituição de 1891. Logo depois a mesma assembléia constituinte elegeu o primeiro presidente, e querendo manter uma estabilidade politica, as oligarquias deram o mandato ao militar que mais se parecia com eles, e decidiram manter Deodoro no poder. Nove meses depois estourava no Rio de Janeiro a 1ª Revolta da Armada liderada por Custódio de Melo, outro militar, o que havia sido derrotado por Deodoro na eleição. Deodoro corajosamente renunciou de seu cargo.

Floriano Peixoto (1891-1894)

Assim como Custódio de Melo, Floriano Peixoto era um dos militares radicais, e era o vice de Deodoro. Com a renúncia de Deodoro, Floriano deveria conduzir a república para uma nova eleição, pois o presidente eleito não havia cumprido metade de seu mandato, e a nova constituição previa novas eleições caso isso não acontecesse. Sob a justificativa de que Deodoro não havia sido eleito segundo a constituição, Floriano se manteve no poder e passou a enfrentar uma oposição ferrenha, chegando a ganhar o apelido de “Marechal de Ferro”. Com o apoio popular consegui frustrar a 2ª Revolta Armada, mas uma vez liderada por Custódio de Melo, só que dessa vez o povo apoiou Floriano e Custódio não pode cumprir a promessa de bombardear o palácio onde o presidente estava caso ele não renunciasse. Se envolveu na Revolução Federalista ou Revolta da Degola (1893-1894) (revolta da degola, porque como a munição era cara na época os dois lados passaram a degolar os inimigos para não gastar munição a toa) que ocorreu no RS, em que os pica-paus, partido liderado por Júlio de Castilhos tentavam se manter no poder contra a oposição dos maragattos e Gaspar Martins. Floriano apoiou Júlio de Castilhos e os pica-paus, pois achou que o mesmo acontecia com ele, mandou tropas federais que desceram numa ilha de SC, mas tarde a ilha virou cidade chamada Florianópolis.

República Oligarquica (1894-1930)

Prudente de Moraes (1894-1898) foi o primeiro presidente civil e o primeiro a ser eleito por eleição direta iniciou a politica oligarquica trazendo o poder para o eixo do sudeste, sendo um cafeicultor paulista passou a elaborar planos de proteção ao produto e a tornar o país totalmente dependente do produto. Foi no seu mandato que ocorreu a Guerra dos Canudos.

Campos Sales (1898-1902) foi o primeiro, e único, presidente a baixar seu salário para contornar a crise deixada por Rui Barbosa, ministro da fazenda de Prudente de Moraes que tentara reacender a economia brasileira pedindo emprestado 15 milhões de libra, a medida não de certo e a recessão economica aconteceu no mandato de Campo Sales que foi forçado a iniciador um plano de deflação, ou seja, congelar salários e não pedir novos emprestimos. Ele também era um cafeicultor paulista e baseado na crise fortificou as teorias de Prudente de Moraes de que o café era a única coisa que prestava no país, mas não apoiava que o estado bancasse a produção e sim que o estado ajudasse na ‘propaganda’ externa do produto.

Rodrigues Alves (1902-1906) terceiro presidente paulista consecutivo tentou continuar o plano de deflação iniciado por Campos Sales, mas foi forçado a desistir dele, pois em 1906 era aprovado o Convênio de Taubaté (acordo feito entre cafeicultores de MG, SP e RJ em que o estado passava a comprar todas as sacas de café e depois as revendia, garantindo aos cafeicultores o lucro, e dando ao estado o perigo de prejuízo que já rondava os cafeicultores), foi justamente por ser contra que não pode escolher seu sucessor, pois no seu governo ficou claro o Coronelismo, Voto de Cabresto e os Currais Eleitorais e a criação da Politica ‘Café-com-Leite’ e ‘dos Governadores’ (SP e MG revesariam no poder por serem os estados mais poderosos, eles mandariam o nome do próximo presidente aos governadores garantindo a este que sua eleição fosse aprovada pela Comissão Verificadora de Poderes e tirando qualquer chance da oposição ser eleita, os governadores nomeavam juízes, delegados e outros cargos a pedido de ‘Coronéis’ que controlavam certa cidade, em troca desse prestigio os coronéis deviam garantir um numero X de votos, pois o voto era não secreto e só votavam homens maiores de 21 anos, aquele que desacatasse a ordem do coronel não tinha seu voto computado, e ainda haviam mais votos de fantasmas do que de vivos. Quanto maior fosse o numero X de votos que o coronel conseguisse, maior era seu poder). Ainda enfrentou a Revolta da Vacina que ocorreu no RJ.

Afonso Pena (1906-1909) foi o primeiro presidente mineiro no poder, e instituiu no seu mandato o alistamento obrigatório a homens que completassem 18 anos as forças armadas. Morreu antes de terminar seu mandato e Nilo Peçanha (1909-1910), seu vice que era carioca assumiu para terminar o mandato. A morte de Afonso Pena fez rachar a recém criada politica café-com-leite, pois MG alegava ter direito a outro presidente porque o seu não cumpriu o mandato sozinho, SP por sua vez dizia que era sua vez. Esse racha fez com MG se aliasse com o terceiro maior estado o RS.

Hermes da Fonseca (1910-1914) apesar de ser militar, se enquadrou na politica oligarquica e foi o primeiro presidente eleito que não era do eixo SP-MG. Era um gaúcho que só subiu ao poder por causa da morete de Afonso da Penha. Dizem que ele foi o presidente mais azarado que o país já teve. Logo que assumiu um bancao faliu, uma revolta estourou e quando visitava Portugal o rei foi deposto.

Venceslaus Brás (1914-1918) retomou a politica cafá-com-leite sendo que MG ganhou a barganha. Enfrentou duas enormes crises: a 1ª guerra mundial e a falta de indústria brasileira e uma epidemia de gripe que assolou o país matando o próximo presidente eleito Rodrigues Alves que representava SP.

Delfim Moreira (1918-1919) assumiu no lugar de Rodrigues Alves e deveria conduzir o país a uma nova eleição, mas descobriram que era louco. Seu ministro foi quem conduziu o país usando ele como um fantoche. A morte de Rodrigues Alves resultou no segundo racha de MG-SP, pois agora quem alegava não ter tido sua vez cumprida era SP.

Epitacio de Pessoa (1919-1922) estava em Paris quando recebeu a noticia de que havia sido eleito presidente da república, era um paraibano que serviu para consiliar SP-MG, ele seria controlado por SP e o próximo presidente seria de MG. Em 1922 foi criado o PCB que passou a defender as causas dos operários, ocorreu a Semana de Arte Moderna em SP e estourou o movimento chamado Tenentismo.

Artur Bernardes (1922-1926) trouxe o poder de volta a MG e logo que assumiu o poder decretou estado de sítio, ou seja, qualquer preso poderia receber pena de morte. Tudo porque ele foi quem enfrentou os movimentos tententistas e a famos Coluna Prestes.

Washington Luís (1926-1930) um carioca que construiu sua carreira politica em SP (assim como Lula nasceu em PE e teve sua carreira politica em SP) foi o último presidente da República Velha. Antes mesmo da crise economica de 1929 estourar o Brasil já não conseguia mais cumprir o convênio de Taubaté sem ter que pedir emprestimos. Com o CRACK da Bolsa de Nova Iorque, Washington Luis viu que só alguns iriam ser beneficiados pelo convenio de Taubaté e escolheu os cafeicultores paulistas indicando para ser seu sucessor Júlio Prestes (não tem nenhuma relação com o Júlio Prestes comunista e líder Coluna Prestes), o governador de SP ao invés de indicar o governador de MG. O resultado disso foi mais uma eleição disputada em que Júlio Prestes ganhou com uma fraude obvia e com a eclosão da Revolução de 1930, por um fato que não tinha vinculo direto com o que acontecia na politica.

Revoltas e Movimentos de Contestação da República Velha

Revolta da Armada

ocorreu no RJ e aconteceram duas vezes. Lideradas por Custódio de Melo e Saldanha da Gama na primeira vez que aconteceu teve apoio popular e conseguirão a renuncia de Deodoro da Fonseca, na segunda Floriano Peixoto jogou o povo contra eles e frustrou a segunda Revolta Armada.

Guerra dos Canudos (BA)

Ficou famosa porque em 1902 Euclides da Cunha, que fora a Canudos como emissário especial de um jornal carioca, descrevia os horrores que aconteceu lá no seu livro Os Sertões. Canudos era um novo-quilombo, pois reunia ex-escravos e miseraveis liderados na figura mistica de Antonio Conselheiro que pregava que D. Sebastião (aquele rei jovem que morreu e seu corpo desapareceu na luta contra os mouros no norte da África e que resultou na União Ibérica) iria renascer para tirar eles da miséria. Os aristocratas da Bahia não viam com bons olhos aquele amontoado de pé rapados pois estavam perdendo sua mão de obra ‘escrava’. Depois de mandarem três expedições que fracassaram miseravelmente o governo de Salvador mandou um carta oficial pedindo ajuda federal. Para receber apoio popular os jornais publicavam que Canudos era um amontoado de Monarquistas assassinos que se amontoaram para tentar um golpe. A quarta expedição dizimou canudos, não houve sobreviventes. Quando a obra de Euclides da Cunha foi publicada o povo passou a condenar a atitude do erxecito e do governo.

Revolta da Vacina (RJ)

Rodrigues Alves, presidente da república de plenos poderes ao prefeito da cidade do Rio de Janeiro e ao médico Oswald Cruz para urbanizarem, modernizarem e deixassem a capital do país o mais sanitária possível. O medico então pediu para que a vacina fosse tornada obrigatória. As brigadas mata-inceto passaram a invadir casas atrás de focos de ratos e para vacinar a população contra a vontade da mesma. O povo que já estava descontente com o governo pelas medidas deflacionárias no dias 13 de novembro de 1904 sairam as ruas armados com tudo o que tinham e passaram a combater soldados, policiais, médicos e qualquer um que fosse a favor da vacina. A solução foi deixar facutativa a vacina contra variola.

Revolta da Chibata (RJ)

Estava marcada para estourar dez dias após a posse do presidente Hermes da Fonseca, mas foi antecipada como repressália ao castigo corporal dado ao marinheiro Marcelino Rodrigues Menezes. Sob a liderança do almirante negro (que não era almirante, era um marinheiro) João Candido Felisberto e influenciada pelas ideias positivistas que viriam a criar o Tenentismos, a revolta da chibata apontou os canhões dos encouraçados para o palácio do RJ; caso os revoltosos não fossem anistiados eles bombardeariam a cidade. Eles conseguiram o que queriam: o castigo corporal foi proibido, mas a anistia não funcionou totalmente, tempos depois os marinheiros que participaram do movimento foram demitidos ou desaparecerão.

Sedição de Juazeiro (CE)

Nas eleições de 1909 houve o 1º racha na politica café-com-leite. Com Rui Barbosa, candidato apoiado por SP, os paulistas sairam derrotados os governadores que a apoiavam passaram a ser depostos (em PE, Rosa e Silva que era o ‘dono’ da provincia foi assassinado por Dantas Barreto, o lider da oposição que Hermes da Fonseca mandou para tomar posse da provincia). No Ceará os Accioly controlavam o estado e tinham o apoio de um dos maiores coronéis do Brasil, o Padim Ciço que além de seu poder politico tinha ganhado fama de beato. Hermes da Fonseca tentou continuar com sua politica de salvação, mas o que encontrou no ceará foi milhares de jagunços prontos para defender os interesses de Padim Ciço. Assim Hermes da Fonseca perdeu a chamada Sedição de Juazeiro.

Guerra dos Contestados (PR-SC)

Contestado é uma região na fronteira entre SC e o PR, e por isso as duas provincias vinham brigando pelo local há muito tempo, e ao mesmo tempo nunca investiram dinheiro na região. Vários retirantes miseraveis se estabelecerama li, tal qual aconteceu em Canudos, guiados por dois beatos, primeiro o Monge João e mais tarde pelo Monge José Maria. Com a ideia de mordenizar o país, Hermes da Fonseca aceitou a parceria com Percyval Falkway, um americano dono de companhias ferroviarias que já estava trabalhando na ferrovia trans-amazônica e acertou que iria fazer uma ferrovia ligando seu estado o RS a SP e ao RJ. Só que por influencias de coroneis locais que queria a ferrovia passando perto de sua casa o caminho acabou passando pela região do contestado. Os retirantes não quiseram sair. E ocorreu uma nova Canudos. O massacre durou de 1912 a 1916 tendo o erxecito chegado a usar os novos aviões de guerra para bombardear o local.

Movimento Operário

O Movimento Operario que ocorreu no Brasil de 1900 a 1930 primeiramente foi liderado por anarquistas que queriam desistituir do poder os aristocratas cheios de terra e impedir ao mesmo tempo que a nova burguesia industrial chegasse ao poder. Em 1917 ocorreu em São Paulo uma greve gigantesca de operários, insatisfeitos com a falta de leis trabalhistas (foi nessa época que o número de operários mais aumentou por causa da 1ª Guerra Mundial). Em 1922 os comunistas tomavam a liderança nos movimentos operários.

Tenentismo (Principais Capitais)

Foi um movimento que se difundio apenas por militares de baixo escalãão, porque só haviam dois tipos de escolas de qualidade para crianças vindas da classe média: as escolas eclesiasticas (da Igreja) e as escolas militares. Assim muitos garotos que nunca tiveram vocação se tornarm padres e militares. O Tenentismo: atingiu esses jovens que influenciados pelo Positivismo; era Reformista, mas não revolucionário, pois sabia que o sistema era bom, os politicos que haviam corrompido ele; era altamente elitista, considerava o povo altamente alienado e incapaz de conduzir um movimento reformista; achavam que eram os únicos que poderiam salvar o páis e assim se tornavam golpistas, vendo na luta armada a única solução possível; tinha uma indefinição ideologica (queriam que tudo ocorresse ao mesmo tempo: o voto secreto, o voto da mulher, alfabetização para todos, fim do poder oligarquico, etc.)

Nas eleições de 1922 os estados coadjuvantes: PE, RS, RJ, RS… tentaram peitar os dois chefes: MG e SP que colocaram Artur Bernarde(MG) como candidato. Os tenentistas viram candidatura de Nilo Peçanha a esperança de uma mudança no país e passaram a apoiar a candidatura do mesmo. Com a derrota nas urnas, os ‘tenentes’ decidiram não deixar Artur Bernardes assumir o poder, e estorou o golpe que ficou conhecido como os 18 do Forte Copacabana, que a principio havia estourado em vários fortes das principais capitais nacionais, mas a única que se manteve foi a do RJ. Os 17 tenentes que não quiseram desistir do movimento rasgaram uma bandeira do Brasil e colocaram no peito da farda um pedaço dela e saíram pelas ruas com fuzis para morrer pela causa. Um civil se incorporou ao grupo que não parou até ser fuzilado pelas tropas do erxecito. Só sobreviveram dois revoltosos: Eduardo Gomes (que mais tarde viraria herói da 2ª guerra e concorreria ao cargo de presidente duas vezes) e Siqueira Campos (herói Pernambucano). Houve ainda a Revolta de São Paulo, mas que não teve tante repercussão quanto os 18 do Forte Copacabana, mas que foi fundamental para a formação da Coluna Prestes, liderada pelo coronel paulista Miguel Costa e o tenente gaúchi Júlio Prestes. A Coluna Prestes percorreu boa parte do território brasileiro lutando contra as forças do governo de Artur Bernardes sem nunca sofrer nenhuma derrota, mas sem ter nenhuma vitória expressiva. A coluna se desfez com o fim do governo de Bernardes.

Cangaço (Nordeste)

O ciclo do cangaço ocorreu no interrio do Nordeste entre 1870 e 1940. Considera-se o fim do Cangaço a morte de Lampião e seu bando, o mais famoso e influente cangaceiro que aterrorizou os coronéis nordestinos. O último cangaceiro a morrer foi o “Diabo Loiro”, cunhado de Lampião que não aceitou a anistia oferecida após a morte de Lampião e preferiu morrer numa emboscada. O cangaceiro foi considerado como um Robin Hood brasileiro por alguns idealistas, mas ele nunca roubou para dar para os outros, ele roubava para si, e às vezes dava dinheiro para quem ele simpatizasse, na verdade o cangaceiro era um Bandido Social que lutava contra os principais problemas que atingiam o interior do nordeste: o latifúndio na mão de coronéis que geravam brigas e até pequenas guerras, tanto entre coronéis como entre cangaceiros e coronéis (na verdade os cangaceiros começaram trabalhando para os coronéis para derrotar os cangaceiros de outro coronéis e para ser a guarda social do latifundiário). A maioria dos cangaceiros tinha um motivo para ser um bandido social: uma criança que teve a infância destroçada pela seca, um
jovem que teve os sonhos arruinados pelos interesses de um coronel corrupto e a miséria que destruia vidas ao seu redor. Eles viam no cangaço a salvação para seus problemas, achavam que se o mundo era cruel, eles teriam que ser cruel com o mundo. Se tornavam justiceiros e tinha a justiça federal ao seu lado, pois pelo país ser federalista as policias locais não podiam entrar em outros estados, os cangaceiros quase sempre agiam nas fronteiras de provincias e foi por isso que só em 1940 quando o Brasil passou a ser centralista nas mãos de Vargas que os cangaceiros passaram a ser dizimados.

a gente para por aqui

amanhã Era Vargas, e quem sabe já república populista, terça feira quero estar acabando com regime militar e república atual…

Ah Duda parabens por ter passado na FBV ;D

Estou me resolvendo provas de 1ª fase anteriores pelo site da covest, é um dica que dou, para você saber o nível do seu desempenho… ;D Estão nervosos? Eu estou começando a ficar finalmente… Mas tou confiante e tomara que domingo chegue logo… Odeio essa agonia…

hsuihsuihsuihu

no resto só, amanhã eu volto ;D

Bruno Tôp

Segundo Reinado – Plano Economico e Declinio do Imperio

novembro 12, 2008 às 2:59 am | Publicado em História | Deixe um comentário

Café:

O Café entrou no Brasil vindo da Guiana Francesa e passou um tempo sendo cultivado no norte do Pará sem nenhum plano de exportação. Ele teve a sorte, ou o destino de o produto estar se difundindo na Europa e nos EUA como produto popular; de ter se encontrado no sudeste o tipo de terra perfeita para seu plantio e o melhor: investidores e escravos que estavam ‘parados’ desde a decadência da economia mineradora e tinha terras para quem quisesse pegar (o sistema de sesmarias ainda funcionava). O produto reestruturou o mesmo sistema que fora implantado no Brasil colônia baseado no tripé (latifúndio, monocultura, escravidão)e o Barão do Café era o novo Senhor do Engenho. Ainda era próximo da capital federal e dois grandes portos o do Rio de Janeiro e de Santos.

Depois de décadas de produção e forticação do produto ele saiu do vale do paraíba (RJ) e passou a se expandir pelo oeste paulista. Com a abolição do tráfico de escravos os barões passaram a apoiar o sistema de parcerias bolado por Nicolau Campos Vergueiro, onde o Barão do Café bancava a passagem do imigrante europeu e ele pagaria com trabalho aqui, na verdade a divida só fazia aumentar pois o imigrante tinha de pagar a estadia e os produtos das lojas que pertenciam ao barão do café, o imigrante era um novo escravo, mas ele não tinha opção pois a Europa estava saindo da guerra Franco-Prussiana e da unificação da Itália. A exploração era tanta que alguns países chegaram a proibir a vinda de imigrantes ao Brasil (em 1857 na fazenda do mesmo Nicalau Campos Vergueiro que criou o sistema de parceria estourou uma revolta liderada por imigrantes)

O Café foi além de tudo o principal culpado por conseguir manter o Segundo Império tão longo (49 anos), pois ele tirou o país de uma de suas maiores crises economicas (a do periodo regencial) e propiciou aos aristocratas do Sudeste que já tinha controle politico do país consolidar esse poder e se tornar o ‘dono’ da economia. E principalmente o café parecia se adequar aos interesses dos ideais republicanos e abolucionistas que encheram o país após a guerra do paraguai.
O Surto Industrial ou Era Mauá:

Irineu Evangelista de Souza foi um empresário brasileiro do secúlo XIX que ficou conhecido como Barão de Mauá e se tornou o lendário empresário da economia brasileira que conseguiu ter lucros com produtos industriais num país que não produzia nada industrializado. Seu sucesso veio peimeiramente junto com a Tarifa Alves Branco que propiciou a ele e a outros investidores industriais a conseguir um espaço no mercado Brasileiro. Também a Lei Eusébio de Queirós que fez com que os investimentos feitos no tráfico de escravos fossem voltados para as recém criadas indústrias. O Sistema de Parcerias também floresceu o surto de industrialização, pois com os imigrantes aumentava o número de consumidores e consequentemente a produção. O Barão de Mauá se destacou pois seus ideais superavam seu tempo, ele pensava num Brasil industrializado e exportador de produtos maquinofaturados para concorrer com as superpotencias da época, só que por ainda estar engatinhando o lucro só viria a longo prazo e na época isso era visto com maus olhos. Por não ter um apoio dos Barões do Café e principalmente por ser fortemente atacado pela Inglaterra o Barão de Mauá faliu e com ele acabou-se o surto industrial do século XIX.

O Declinio do Império

Foram duas campanhas e duas causas que colocaram em xeque o sistema monarquico brasileiro. As campanhas Republicanas e Abolucionistas que surgiram diretamente ligadas a Guerra do Paraguai e as causas Militares e Religiosas.

Campanha Abolucionista

A Campanha Abolucionista sempre foi apoiada pelos ingleses que desde sua Revolução Industrial no século XVIII. Em 1810 por exemplo D. João VI assinava um acordo de ir diminuindo gradualmente a escravidão no país e que foi reforçado em 1831 por D. Pedro I com a Lei Feijó, é claro que o Brasil jamais o cumpriu, mas a Inglaterra não se importava de verdade com isso (a lei ficou conhecida como Lei Pra Inglês Vê, pois sem ela o Brasil não conseguiria o emprestimo que tanto queria na época). Com a Tarifa Alves Branco, os ingleses pararam de fazer vista grossa e lançaram a Bill Aberdeen que resultou na Lei Eusébio de Queirós. Em tese os escravos não tinham como chegar mais e ela iria ter que acabar cedo ou tarde. Tanto que como o tráfico intercontinental estava proibido o tráfico interprovincial passou a existir (principalmente vindos do Nordeste para o Sudeste). Para não perder o tripé fundamental que regia a economia brasileira desde o inicio da colônia foi criada a Lei da Terra em que só poderia ganhar posse da terra por meio de herança ou de compra, impedindo os imigrantes que aqui chegaram de serem proprietarios de terra. Em 1852 foi aprovada a Lei Nabuco de Araújo que servia para que a Lei Eusebio de Queirós fosse cumprida (para se ver como as leis no Brasil são levadas a sério) e em 1856 numa praia de Ipojuca-PE foi preso o último dos navios de tráfico de escravos (os traficantes chamavam os escravos de galinhas e mais tarde a praia ficou conhecida como Porto de Galinhas). A Guerra do Paraguai que a priori serviu para ajudar o governo a manter o regime quando teve fim foi o principal motivo de desfazê-lo, pois a volta dos soldados ao país trouxe com eles sentimentos abolucionistas (afinal os soldados haviam lutado lado a lado com escravos e não viam eles como sub-especie). Para acalmar o animo dos abolucionistas foi aprovada em 1871 a Lei do Ventre Livre ou Lei Rio Branco, na verdade era só uma enrolação, pois ou o garoto trabalhava até os 21 para bancar os gastos que ele causou quando era pequeno ou o dono dele podia entregá-lo ao governo e ganhar uma indenização, e assim o jovem filho de escravo seria um Lei dos Sexagenários ou Lei Saraiva-Cotergipe, em que escravos com mais de 60 anos tinham que ser alforriados (o que em pratica não mudava nada, pois menos de 10% deles chegavam a tal idade, e o comprovante de idade estava sob posse do seu senhor, na verdade ele normalmente só era liberto com 65 anos, se sobrevivesse a cinco anos trabalhando mais ainda, pois o senhor não queria libertá-lo e se conseguia sobreviver morria logo depois, pois não tinha condições de sobreviver na sociedade). Em 1888 a Princesa Isabel assinou a Lei Auréa que ia ser aprovada em pouco tempo, restava saber se ela teria indenização aos donos de escravos ou não, como o país não tinha condição de indenizar todos os senhores mesmo que quisesse, ele não tinha indenização e com isso a Princesa Isabel assinou o fim da monarquia, como muitos disseram. Havia dois tipos de abolucionistas os moderados: que sabiam que a abolição viria a qualquer custo e se emprenhavam em dar amparo aos escravos e tentar comprar a alforria deles. Contou com o ilustre Joaquim Nabuco que participou até de planos da reforma agrária e os abolucionistas radicais: que pregavam que só conseguiriam a abolição com revoltas armadas, seus principais lideres foram: José do Patrocinio, André Rebouças e Luís Gama. As sequelas de ‘388 anos’ de escravidão gerou uma sociedade em que trabalho é um sinônimo ruim, onde a sociedade se acostumou a ver os trabalhadores com mals olhos.

Campanha Republicana (Causas Militares e Religiosas)

Apesar da Republica só ter sido instalada em 1889 desde de 1710 na Guerra dos Mascates havia rumores de instaurar a republica no Brasil.

Na guerra do paraguai, D. Pedro II foi incitado pelo 1º ministro Zacarias de Góis a demitir o Duque de Caxias (heroi da guerra) e a colocar seu genro no comando das forças brasileiras. (Zacarias de Góis e Duqeu de Caxias eram inimigos pessoais). Isso irritou os militares que só se satisfizeram com a demissão do 1º ministro, issou foi um golpe tanto para os liberais que em 1868 lançaram o “Manifesto Republicano“. Em 1870 era criado o Partido Republicano do RJ e em 1873 o Partido Republicano Paulista.
Após afrontar duas vezes o 1º ministro do império o soldado Sena Madureira foi preso duas vezes, o erxecito que já não via com bons olhos o regime de D. Pedro II passou a criticá-lo, mas deviam obediencia ao Marechal Deodoro da Fonseca, que era amigo pessoal do monarca. Deodoro da Fonseca acabou apoiando o orgão militar, isso fez o que os militares republicanos tanto queriam acontecessem, agora o erxecito tinha unidade politica e até os ultra-conservadores tiveram de apoiar a replubica pois deviam obdiencia ao Marechal Deodoro da Fonseca.

D. Vital, bispo de Olinda que fora educado na Europa aprendera que Igreja e Maçons não poderiam viver juntos. (Maçons originalmente eram Iluministas e anti-igreja, mas aqui no Brasil tudo se misturava) E demitiu todos os padres que eram maçons obedecendo a bula Syllabus que proibia maçons de serem da ordem religiosa e os considerava hereges, só que tinha um problema a bula não valia no Brasil por causa do Beneplácido e o próprio D. Pedro II era um maçon. D. Pedro II exigiu que D. Vital se desculpasse e reencorparasse os padres maçons, este se negou e foi preso. D. Macedo, bispo de Belém apoiou D. Vital e tambem demitiu os maçons, D. Pedro II foi forçado a prender ambos por desacato, mas depois se arrependeu e os anistiou. O episódio desgastou fortemente o imperador com a Igreja que ainda era muito importante no país.

A Classe Média que surgia nas cidades não via participação politica no sistema monarquico e passou a apoiar a Republica. Além disso eles temiam um terceiro reinado regido pelo Conde D’Eu, marido da Princesa Isabel que era mal visto por todas as camadas da sociedade.
O Fim do Imperio:

Diferente do seu pai, D. Pedro II ainda contava com muito prestigio para com a sociedade mesmo depois das questões militares e religiosas e como homem muito inteligente que era fez sua última jogada ao colocar em julho de 1889 como 1º ministro o Visconde de Ouro Preto que juntos planejaram levar ao senado a lei que diminuisse o poder moderador, o fim da vitaliciedade do senado e mais autonomias nas provincias, como não seria aprovada, D. Pedro II aprovaria ela com seu poder moderador e assim salvaria a monarquia pois estaria agradando ao povo e sem o apoio popular a aristocracia não poderia fazer nada.

O plano não foi adiante pela forte oposição que D. Pedro II passou a sofrer após a adesão do Marechal Deodoro da Fonseca a causa republicana, assim os Revolucionários trinfavam sobre os Evolucionários que pretendiam esperar até a morte do imperador. Liberais e Conservadores agora iriam dividir uma republica instaurada com o golpe de 15 de novembro, a proclamação da republica.

nossa foi muito grande isso!

cansei de verdade

mas enfim chegamos a republica

se brincar estarei terminando tudo domingo!

e ai teremos visto da colonia a republica uma semana antes da primeira fase!

só isso sexta venho para falar de casualidades

xD

Bruno tôp

Segundo Reinado – Plano Politico(Revoltas, Conflitos e a Guerra do Paraguai)

novembro 12, 2008 às 2:55 am | Publicado em História | 7 Comentários

Logo que assumiu o poder pelo golpe da maior idade D. Pedro II teve que enfrentar a fase da Pacificação onde impôs com a ajuda do poder moderador, da guarda nacional, e da inteligência recatada de seu avô (assim como D. João VI ele preferia pensar antes de tomar qualquer atitude dificil e enrolar seus inimigos o quanto pudesse). O primeiro ministerio que ele aprovou foi o chamado “Ministério dos Irmãos” pois era formado pelos irmãos Andrada (o mais velho fora seu tutor após a abdicação de D. Pedro I) e pelos irmãos Cavalcanti de PE, todos eram Liberais (com o fim do Periodo Regencial os Progressista se tornaram Liberais e os Regressistas se tornaram Conservadores, mas nada mudava na prática, “Não havia nada mais conservador do que um liberal no poder e nada mais liberal do que um consevador na oposição”, essa frase foi dita por um politico da época, ou seja, os liberais e conservador eram farinha do mesmo saco, só brigavam entre si para ver quem ficava no poder. Para manterem o poder não perder o poder que demoraram tanto a por as mãos os liberais viram que a única alternativa era fraudar as eleições que decidiriam os deputados. A fraude foi tão escancarada que ficou conhecida como “Eleições do Cacete“. Os conservadores reinvidicaram tanto que D. Pedro II foi obrigado a demitir o ministerio dos liberais e convocar novas eleições, assim os conservadores voltavam ao poder e os liberais voltavam para a oposição. Em 1847. D. Pedro II institui o Parlamentarismo, abdicando do poder Executivo (ele não gostava de holofotes e quis agradar os seus ministros) só que o parlamentarismo brasileiro era às avessas (ao invés de ser que nem o inglês onde o 1º ministro pode dissolver a câmara para tentar ter apoio do povo, se isso não ocorrer ele é demitido e um novo 1º ministro é escolhido até que câmara e o líder do poder executivo concordem entre si, aqui não. O imperador nomeava o 1º ministro, se ele não tivesse apoio da câmara ele demitia o lider do executivo se o próximo não tivesse apoio da câmara ele demitia a câmara, ou seja, D. Pedro II continuava a controlar tudo), e chegou a ter Gabinetes Luzias (nome dado aos ministérios controlados por Liberais, pois foi na cidade de Luzia-MG que os liberais sofreram uma das suas primeiras derrotas em revoltas) e Gabinetes Saquaremas (praia do RJ onde os Liberais acusavam os Conservadores de tramar seus planos), houveram dois ministérios em que Liberais e Conservadores se entenderam.

Revoltas Liberais de 1842:

Tanto em São Paulo, como em Minas Gerais os Liberais não aceitaram a repressália feita por D. Pedro II ao demitir o ministério do irmãos. Tanto que em 17 de maio estourava a primeira revolta em SP, dezesseis dias após a dissolução da câmara eleita nas “eleições do cacete”. A revolta foi rapidamente sufocada, em 10 de junho estourava em MG a segunda revolta onde eles proclamaram um presidente da replúbica. Em 20 de junho SP se insurgia novamente, mais uma vez frustrada. A última revolta ocorreu em 20 de agosto na cidade Luzia, daí o apelido dos conservadores para com os liberais de “Luzias”

A Revolução Praieira (1848):

Foi mais um movimento Nativista ocorrido em Pernambuco (não tinha carater separatista) e foi fortementente influenciada pelo sentimento de nativismo, lusofobia e liberalismo. O poder em Pernambuco era controlado por três familias aristocratas: Cavalcanti (possuia um um terço das grandes propriedades pernambucanas), a Rego Barros e a Albuquerque Maranhão. Elas se juntavam não só para ter o controle politico-economico da região, se juntavam também para destruir minifundios e incorpará-los a seus latifúndios. Acusando os Cavalcanti por seu excessivo conservadorismo, que eram Liberais, os Liberais mais radicais de Pernambuco fundaram na Rua da Praia o jornal: Diário Novo, em oposição ao Diário de Pernambuco que era dos Cavalcanti e fundaram junto com o jornal o Partido Praieiro, passando a divulgar as ideias liberais. Com o rodizio de de ministerios de D. Pedro II, Antônio Chichorro da Gama, liberal radical que tentava diminuir o poder dos Cavalcanti na provincia e fortemente apoiado pelos praieiros, foi demitido e um “Gabiru”, apelido dado aos conservadores pelos praieiros, chegou ao poder, esse fato fez eclodir a revolta.

Com o estouro da revolta os praieiros publicaram o “Manifesto ao Mundo” em que defendiam a independencia comercial das provincias (descentralização e federalismo, se baseando no modelo politico dos EUA), o fim do senado vitalicio, a destituição do poder moderador, garantia de trabalho ao cidadão (com o trabalho escravo ou se era desempragado ou dono de terras), nacionalização do comércio e defesa das eleições livres. Em alguns locais o movimento não chegou a revolta armada ficando no consenso entre liberais e conservadores, em outros locais como em Olinda e Recife houve levante armado e o Cap. Pedro Ivo, o Gan. Abreu e Lima e Borges da Fonseca lideraram as vitorias liberais. A revolução teve influencia do fim total do absolutismo na Europa, mas não chegou a falar em Socialismo como a Revolução de 1848 na França falou.

Politica Externa Brasileira no Segundo Reinado:

Inglaterra:

Em 1844, Alves Branco, ministro conservador propôs que a Tarifa Alves Branco, uma tarifa protecionista que acabava com esperança do Ingleses de manter dominio sobre a economia brasileira, pois a partir de agora qualquer produto importado teria de pagar uma taxa de advaloren de 30% e se o produto fosse produzido no Brasil teria de pagar uma taxa de 60% (a medida foi mais para acabar com a Guerra dos Farrapos do que para fortificar o mercado brasileiro) e visava aumentar a arrecadação de impostos. Os ingleses não deixaram barato isso, em 1845 o parlamento inglês aprovava a Bill Aberdeen, em que os ingleses passaram a tratar o comércio de escravos como tráfico, daí a expressão Tráfico Negreiro. A lei visava atingir o Brasil diretamente, pois era o nosso país o principal e praticamente o único a continuar com o comércio de escravos negros, os traficantes passaram a jogar no mar sua ‘carga’ quando viam navios ingleses se aproximando. Os ingleses aprovaram uma emenda na lei em que se fosse verificado o navio servia para o comércio de escravos ele seria apreendido e o comandante da embarcação seria julgado nos tribunais ingleses. Isso era uma ‘declaração de guerra’ explicita, pois a Inglaterra agora não só impedia o comércio como apreendia os navios, o parlamento brasileiro corajosamente aprovou a Lei Eusébio de Queirós, proposta pelo ministro de mesmo nome, em que abolia o tráfico de escravos. Depois de muito tempo os ingleses passaram a provocar os brasileiros em episódios envolvendo seu embaixador William Dougal, que prepotentemente exigiu indenização do valor do navio inglês que encalhou na costa brasileira e foi saqueado pelo povo, a prisão de policiais que prenderam marinheiros inglês bebâdos que causaram baderna no RJ e passou a apreender embarcações brasileiras na costa brasileira, o normal seria o Brasil declarar guera a Inglaterra, mas D. Pedro II inteligentemente pediu a intervenção de um país arbitrário para resolver a relaçã, a Bélgica foi escolhida e ela favoreceu o Brasil. D. Pedro II exigiu apenas um pedido de desculpas, os britânicos se negaram e o Brasil rompeu as relações com o Reino Unido.

Guerra do Paraguai:

Para manter as comunicações e relações ecônomicas inter-provincias do norte/ centro-oeste com as do sul/ suldeste era vital para o Brasil a livre circulação pela Bacia Platina. O mesmo ocorria com o Paraguai (que não tem saida para o Oceano Atlântico), e mesmo ainda estar em conflito com o Paraguai pelas terras no MS, o Brasil sempre esteve apoiando o Paraguai, pois não queria que a Argentina completasse seu antigo sonho de reestabelecer o antigo vice-reino da platina (Paraguai, Uruguai e Argentina). Já era a favor de cobrança pelo uso da Bacia Platina, restava ao Uruguai pagar o pato. As questões politicas no Uruguai acirravam ainda mais as disputas entre Brasil e Argentina. O primeiro apoiava os Colorados, burgueses de Montevidéu que precisavam da livre circulação pelos rios da bacia platina para obter negócios, a seguna apoiava os Blancos, latifundiários produtores de chaque (concorrentes diretos com os gaúchos brasileiros). Além disso a Inglaterra (antes de romper laços com o Brasil) apoiava as ações do Brasil e muitas vezes eram os reais mandantes. Em 1851 o Brasil intervém pela primeira vez no Uruguai, na chamada Campanha contra Oribes, titando os Blancos do poder e dando o poder aos Colorados liderado por Fructuoso Ribeira, daí a Argentina passou a hostilizar Brasil e Paraguai, tinha inicio a Campanha contra Rosas da Argentina, em que o Brasil colocou no poder a oposição liderada pelo Gan. Justo Urqueza.

Desde sua independencia o Paraguai havia decidido voltar sua economia para o mercado interno, pois não tinha saida para nenhum oceano e mesmo com a Bacia Platina não tinha como crescer se baseando na economia ligada ao mercado externo. Em 1840 o Paraguai chegou a erradicar o analfabetismo e Francisco Solano Lopez, terceiro presidente paraguaio, percebeu que agora não havia mais como o Paraguai crescer sozinho e passou a arquitetar um plano para conseguir a sonhada saida para o Atlantico. Para começar sua politica do “Paraguai Maior”, Solano Lopez começa colocando no poder o Blanco Atanásio Aguirre, contrariando Brasil e Argentina que agora eram aliados aos Colorados e ainda avisou a eles que se intervissem estariam agredindo o Paraguai, eles ignoram o aviso de Solano Lopez e colocam no poder o Colorado Venâncio Flores achando que o Paraguai estava blefando ao afirmar que já tinha pronto 60.00 homens contra 24.000 dos aliados (18.000 do Brasil, 5.000 da Argentina e 1.000 do Uruguai). Solano Lopez aprisionou o navio brasileiro, o “Marquês de Olinda”, e invadiu o MT e MS após a exigencia de indenização do Brasil. Ele pediu que a Argentina deixasse suas tropas passarem para ele intervir novamente no Uruguai, os Argentinos se negaram é claro e Solano Lopez invadiu do mesmo jeito. Em 1º de maio se formava a Triplice Aliança (Brasil, Uruguai e Argentina -> não confunda com a Triplice Aliança da 1ª Guerra Mundial!) que juntos lutaram contra o Paraguai.

O Paraguai tinha na época da guerra cerca de 400 mil habitantes, e foram mobilizados quase 70 mil homens. O Brasil passou a obrigar o alistamento para todos jovens de a partir de 18 anos. Os primeiros volutários começaram a desertar e em São Paulo o presidente da provincia chegou a divulgar um recital onde capturou vários soldados. Os jovens se disfarçavam de mulher para furgi das guerras, D. Pedro II então percebeu qual seria a solução, incluir a maior parte da sua população na guerra: os escravos, e para isso precisava tocar nos donos deles, o alistamento de filhos de donos de escravos passou a ser obrigátorio tambem e no lugar deles o dono mandava vários escravos, e os que sobreviviam seriam alforriados. Daí o Paraguai passou a ser massacrado. 96% da população masculina estava morta, havia 1 homem para cada 80 mulheres. O governo teve que autorizar a poligamia e o pais derrotado voltou a ser analfabeto, pobre e dependente do mercado externo tendo 40% do seu territorio perdido na guerra. Quem mais se beneficiou com isso? Não, não foi Brasil, Argentina ou Uruguai, os três voltaram da guerra com dívidas enormes e o primeiro com soldados com cabeça republicanas e abolucionistas. O verdadeiro vencedor da guerra foi a Inglaterra que tratou de reatar com o Brasil durante a guerra. Mas lembre-se, a Inglaterra não foi a culpada da guerra, ela se aproveitou da situação e incentivou o começo dela.

aí em cima continua o segundo reinado

Bruno Tôp

Periodo Regencial (1831-1840)

novembro 11, 2008 às 9:00 pm | Publicado em História | 9 Comentários

Entre a abdicação de D. Pedro I e a antecipação da maior idade de D. Pedro II, o Brasil passou por dos periodos mais instaveis e confusos de toda sua história, alguns historiadores chegaram até a afirmar: ‘Se o Brasil não sobreviveu ao Periodo Regencial, então ele resiste a tudo!’. Mas porque eles afirmam isso com tanta certeza? Simples, com a saída de D. Pedro I, o país passou a ser governado por uma regencia trina, primeiramente provisória, pois quando ele abdicou a câmara estava de férias, e depois por uma regencia trina permanente que deveria ser durar até que D. Pedro II tivesse a idade para assumir o posto de imperador, mas que só durou três anos. Daí se tentou uma regencia una, a primeira regida por Diogo Antônio Feijó, mas não chegou a durar nem dois anos pois no seu mandato estouraram todas as revoltas contra o governo central e a última regencia, também regencia una, liderada por Pedro da Araujo Lima, um pernambucano incrivelmente conservador, tanto que seu apelido era ‘Baú da Tradição’, sua regencia durou até 1840 quando o golpe da maior idade se concretizou e ele foi forçado a abandonar o poder, não muito feliz com isso. Mas qual os motivos de tanta instabilidade politica? O principal motivo era o conflito entre os três partidos que tentavam controlar o país e a falta do poder moderador para impor ordem na politica. O antigo Partido Português se tornou quase que exclusivamente o Partido Restaurador com a saída de D. Pedro I e pregava ‘Com Pedro I era ruim, sem ele é pior ainda’ (o partido se desfez com a morte de D. Pedro I em 1834 e se integrou com próximo partido formando o Partido Regressista); o antigo Partido Brasileiro se dividiu em dois: Liberal Moderado, era formado quase que exclusivamente pela aristocracia emergente do sudeste e defendia uma centralização mais forte, onde as provincias mais pobres bancassem o avanço das mais ricas (em 1834 incorporou em si o Partido Restaurador e se tornou o Partido Regressista) e o Liberal Exaltado que se baseavam totalmente nas ideias Iluministas e eram os aristocratas de provincias prejudicadas pela centralização como PE, RS, BA, PA… (em 1834 se tornou o Partido Progressista) Um fato interessante do Periodo Regencial foi que o Brasil experimentou o gosto de Republica em plena monarquia. Como? Simples. Os regentes unos foram escolhidos por meio de uma votação geral e tendo seu mandato aprovado por um coléfio eleitoral, ou seja, do mesmo jeito que um presidente é eleito nos EUA. Foi no Periodo Regencial que houve finalmente a luta pelo poder politico entre o Sudeste emergente e as demais provincias brasileiras e onde o Sudeste saiu vitorioso premeditando o eixo de poder do inicio do periodo republicano.

Principais Revoltas do Periodo Regencial

Cabanagem (1835-1840): com a derrota dos liberais exaltados, ou progressista no Pará, o governador foi indicado pelo RJ, a maioria da aristocracia local não aceitou o fato. Temendo uma revolta o RJ mudou o governador, mas este também não agradou os paraenses, mudou novamente, mas continuou sem agradar porque na verdade os paraenses queriam no poder um progressista paraense, como isso não ia acontecer pelo governo geral estar sendo controlado por regressistas acabou que Rodrigo Lobo de Souza foi escolhido como governador e não aceitou ser retirado do poder pelos aristocratas e já assumiu com mão de ferro contra os aristocratas locais. Alguns progressistas inspirados pelas teorias de Rousseau cometaram o erro de envolver o povo na briga, ou os Cabanos, como eram conhecidos lá. Os Cabanos foram até Belém e retiraram Lobo de Souza a força do palácio do governador e o mataram. Os progressistas colocaram no poder Félix Malcher e mandaram os cabanos de volta para a miséria. Só que agora que eles já tinham provado que poderiam derrubar os aristocratas não aceitaram as ordens mais e começou uma guerra civil com a morte de Félix Malcher, foi só em 1840 quando D. Pedro II assumiu que conseguiram suprimir a revolta onde 40% da população paraense foi dizimada (praticamente todos eram cabanos)

Guerra dos Farrapos ou Revolta, Revolução Farroupilha (1835-1845):

Não só foi a maior revolta do periodo regencial como também a maior guerra civil brasileira se arrastando por 10 anos e tendo chegado a proclamar duas republicas independentes. Ela ocorreu do sul do Paraná até a froteira com o Uruguai, tendo no Rio Grande do Sul o maior expoente de sua batalha. A revolta foi motivada pela desvalorização da charque (principal ração dos escravos)gaúcha, o governo central não criara nenhuma medida protecionista para que a charque do RS pudesse concorrer com a charque platina (que era mais barata e de melhor qualidade). Irritados os aristocratas exigiram que o governo o fizesse, como eles se recusaram a guerra estourou. Liderados por Bento Gonçalves e Giusseppe Garibaldi (herói da unificação italiana que abdicou do seu poder lá para evitar uma guerra civil entre republicanos e monarquistas) os farroupilhos declarararam independente a Replúbica de Pirantini (RS – 16/11/1836) e Juliana (SC – 25/07/1839). Com D. Pedro II assumindo o poder em 1840 a guerra entrou no seu periodo de negociação e em 1845 a paz foi assinada e o RS reincorparado ao país (pois o Brasil era o seu principal mercado consumidor).

Revolta dos Malês

Ocorreu na Bahia, liderado por escravos de origem árabe (eram os mais aculturados, alguns chegavam a ser letrados)que não aceitavam a subordinação aos brancos. Eles lideraram um movimento onde qualquer pessoa que não fosse negra (nem criollo escapava) deveria ter a cabeça cortada. Foi a mais forte rebelião de negros na história brasileira. Foi a guarda nacional que destruiu a revolta, alguns senhores de terras chegaram a mandar carta para o governo geral pedindo para que ele manerasse nas mortes senão ficariam sem seus escravos.

Sabinada (1837-1838):

Também ocorreu na Bahia e foi liderada por Francisco Sabino Alvares Vieira, dai o nome do movimento. Por fazer forte oposição ao governo central os progressistas baianos cortaram laços com o governo central alegando que só voltariam a se incorporar ao Brasil quando D. Pedro II assumisse, eles pretendiam criar uma república baiana com data para ser extinta.

Balaiada (1838-1841):

Ocorreu no Maranhão e posteriormente se alastrou para o Piauí e foi um conjunto de revolta que posteriormente foi chamada de balaiada. Foi marcada pela inusitada proclamação de um lider do quilombo maranhense que se auto proclamou ‘imperador do maranhão’ tal fato assustou as elites locais que passaram a tentar derrubar o tal ‘imperador’
Tais revoltas fizeram com que os Regressistas perdessem prestigio politico e aumentasse as chantes dos Progressistas chegarem ao poder. Com um golpe que ficou conhecido como ‘golpe da maior idade’ eles conseguiram antecipar a maior idade de D. Pedro II, na época com 15 anos e o proclamaram imperador do Brasil. Foi no periodo regencial que o pais criou seu codigo de processo criminal, tentando adequar as leis ao povo e ao cenário politico da época.

Daqui a pouco ou amanhã o gigantesco Segundo Reinado… Deem uma boa olhada no Primeiro Reinado (Confederação do Equador) e depois no Segundo Reinado (Revolução Praieira – essa principalmente esse ano faz 160 anos do movimento) foram dois movimentos que aconteceram em PE, e vocês sabem que a COVEST ama questoes ligadas a nosso amado estado.

No mais só isso, fico por aqui mesmo. Estudar!

Bruno Tôp

Primeiro Reinado

novembro 10, 2008 às 9:53 pm | Publicado em História | Deixe um comentário

O Brasil conseguira sua independencia de uma forma não muito normal: sem combate armado, sem participação da população, mantendo as relações com sua ex-colônia, seguindo o sistema monarquico e absolutista e mantendo-se como uma das colônias da Inglaterra praticamente. Isso não agradava os paises da América que viam com mals olhos o Brasil isso também se fundamentava no medo que D. Pedro I quisesse expandir os territórios brasileiros, visto que o Brasil continuava a manter controle sobre a provincia Cisplatina (Uruguai).

Para se tornar independente de vez o Brasil primeiro precisou consolidá-la internamente e conter movimentos que queriam manter a monarquia (7 das 14 provincias não aceitaram a independencia e 5 instigadas por comandantes portugueses estouraram em revoltas: na Bahia, com tropas lideradas por Madeira de Melo durou 2 anos e teve a importante participação de Maria Quiteria (a Joana D’Arc brasileira) que liderou as tropas contra brasileiras contra as lusas; no Pará, que tal igual a Bahia precisou do apoio de milicias populares para expulsar os anti-indepentes (a luta se expalhou pelo Piauí e Maranhão, onde mais tarde surgiria os Sebastianos muito importantes para a Guerra de Canudos); e na Cisplatina que não aceitava o dominio português muito menos brasileiro).

Agora o pais precisava de uma constituição, a priori a que seria implantada seria a ‘constituição da mandioca’, pois só quem tivesse 150 alqueires (medida de lote de terra da época)de mandioca, 25 anos e fosse católico poderia votar (só proprietários de terras e escravos tinham mais que 150 alqueires de mandioca)excluindo assim o povo, os escravos, as mulheres, os jovens e o mais importamte: os ricos comerciantes portugueses que aqui permaneceram.

D. Pedro I entrou em conflito com o Partido Brasileiro, os aristocratas que almejavam a constituição da mandioca e passou a ficar do lado do Partido Português (haviam dois partidos na época, o Brasileiro e o Português, o primeiro foi o que mais apoiou o movimento de independencia centrado em D. Pedro, mas por este querer ter para si um governo absolutista passou a entrar em choque com seus antigos aliados). O Partido Português percebendo a chance de conseguir poder passou a apoiar que D. Pedro I derrubasse os aristocratas e ele o fez usando seus dois maiores poderes: o erxecito recém formado e heroismo que conseguira para com o povo. Ele dissolveu a câmara e nomeou dez acessores para formular a constituição de 1824, a 13 de novembro acontecia o episodio chamado ‘Noite da Agonia’ em que radicais do partido brasileiro ficaram sitiados na câmara, dois deles foram exilados, assim triunfava o autoritarismo sobre o liberalismo. Das oito constituições brasileiras (contando a emenda de 1969 como constituição) a de 1824 foi uma das três outorgadas, ou seja, imposta, que não precisaram de aprovação da câmara, junto com as de 1937 e 1969. Segundo ela o estado seria unitário e centralista (contrariando os aristocratas que queriam a descentralização), teísta confecional, ou seja, com uma religião oficial, o catolicismo, e a igreja obedecia o padroado (os padres e bispos recebiam salários do estado) e o beneplácido (uma medida papal só valeria no Brasil com autorização do Imperador), a cota minima pra se votar era de cem mil réis, ou seja, os portugueses estavam incluidos na politica, e admitia a existencia de quatro poderes: executivo (erxecicido pelo imperador), legislativo (bicameral, os senadores eram vitalicios e escolhidos pelo imperador, os deputados eram escolhidos a cada 4 anos), judiciario (o imperador nomeasse os juizes de alto escalão e estes os seus subordinados) e moderador (o imperador tinha poder para dissolver a camara quando quisesse e tinha controle direto sobre o erxecito).

A Confederação do Equador (1824)

É claro que nem todo mundo gostou da pomposidade de D. Pedro I. E advinha onde foi que estourou a mais forte revolta anti-D, Pedro I? Em Pernambuco claro. Desde a Revolução Pernambucana de 1817, Pernambuco sofria uma intença repressão liderada pelo governador Luis do Rego Barreto (1817/1821), que foi altamente impopular. Em 1820 com a Revolução do Porto os presos da Revolução Pernambucana foram anistiados, as cortes de lisboa pregavam que um governador deveria ser eleito em cada provincia na tentativa de diluir o poder central de D. Pedro I. Luis do Rego Barreto conseguiu se eleger com fraude em Recife e Olinda, mas os revolucionarios de 1817 elegeram Gervásio Pires em goiana e em 05 de outubro reuniram a Convenção de Beberibe que governou até 1822 sendo desistituido pelos homens de D. Pedro I, a “Junta dos Matutos” aristocratas anti-liberais. Em 1823 com o autoritarismo do imperador para com os deputados, os liberais pernambucanos se insurgiram mais uma vez, liderados agora por Manoel Carvalho Paes de Andrade, que derrota a junta dos matutos e assume o poder em 12 de dezembro do mesmo ano. Incitados pelo jornal “Tifis Pernambucano” de Frei Caneca e “Sentinela da Liberdade” de Cipriano Barata (lider da inconfidencia baiana e da revolução de 1817) e frustrados pela nova decadencia da economia açucareira e algodoeira, Andrade com apoio dos liberais lança em março de 1824 um documento desligava Pernambuco do governo federal e incitava outros a o seguirem. Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba se juntaram ao movimento que ganhou o nome de Confederação do Equador, sendo precidida por Andrade e adotando provisoriamente a constituição da Colômbia (último pais a se tornar independente na América). O movimento durou 79 dias e chegou a pensar em libertar os escravos para ajudar na luta, mas isso não chegou a ocorrer, D. Pedro I teve de pedir mais um milhão de libras esterlinas para financiar o contra-golpe. O territorio pernambucano novamente encolheu. Foram condenados 17 pessoas a forca, incluindo Frei Caneca. Ninguém apareceu para ser o carrasco mesmo depois de D. Pedro I oferecer anistia para qualquer preso e alforria para qualquer escravo, decidiu então mandar o erxecito matá-lo. Alguns dizem que D. Pedro I matou Frei Caneca e com ele seu trono, pois depois disso seu carisma só fez decair e tudo passou a conspirar para sua renúncia.

A abdicação de D. Pedro I

Varios motivos podem ser citados, mas o mais importante foi a perda de prestigio do monarca para com o povo, pois ele tinha um ego grande e achava que era o salvador do Brasil, quando o povo passou a repudiá-lo ele não teve apoio de nenhum dos partidos, sentindo-se isolado preferiu a renuncia. Os fatores do fim de seu prestigio foram:

A quda do antigo regime: D. Pedro I se inspirava no absolutismo francês para manter seu governo e a queda do mesmo pela segunda vez, agora sem mais volta foi um golpe duro para ele e bom para seus inimigos. A Guerra Cisplatina, a pequena provincia não só derrotou o erxecito Brasileito como trouxe incontabeis baixas para o pais, que teve que pedir mais emprestimos; a questão sucetória do trono português que com morte do seu pai D. João VI e a obrigação que ele tinha de assumir o trono, ele hesitou bastante o que irritou o partido brasileiro, mascomo os aristocratas brasileiros não aceitariam tal fato ele abdicou do trono luso em favor de sua filha Maria da Glória, sendo que seu irmão D. Miguel se casaria com ela, seria o regente até ela completar 18 anos, só que seu irmão não só não aceitou suas decisões como ursupou o trono fazendo D. Pedro I gastar dinheiro brasileiro para colocar a filha no trono e assim aumentar a divida exterma crescente. E a morte de Libero Badajó, um jornalista que o criticava abertamente, ele foi visitar MG, mas o povo se recusou a sair de casa e quem se apresentou estava de preto, de luto pelo jornalista, o partido português decidiu organizar uma festa para o monarca que foi frustrada pelo partido brasileiro e que resultou na Noite das Garrafadas em que os lusos atacaram o povo com garrafas dos altos dos prédios. D. Pedro I ficou tão acuado que convocou um ministerio só do partido brasileiro com a condição de que eles tirassem o povo da rua. Os soldados que deveriam reprimir a confusão se juntaram ao movimento anti-D. Pedro I, o monarca demitiu o ministerio e fez um novo só com membros do partido português, essa foi a gota d’água para o partido brasileiro: ou D. Pedro I renunciava ou morria. Ele assinou a sua renuncia dois dias depois deixando o cargo vago. Quando voltou para a Europa ficou conhecido lá como Liberal, o oposto do que era aqui.

Ta até pequeno comparado ao segundo reinado que deve vir hoje, amanha ou quarta, acho que hoje mais não estou exausto… Enfim… Vamos dar um ultimo sangue dia 23 chegando graças a deus

\o/

Bruno Tôp


As Crises do Sistema Colonial, Periodo Joanino e Independencia Brasileira

novembro 5, 2008 às 7:31 pm | Publicado em História | 11 Comentários

As Crises do Sistema Colonial

Além das Revoltas de Negros e Índios, que ocorriam com frequencia, se insurgindo contra o dominio dos ‘brancos’ ocorreram movimentos dos próprios ‘brancos’ contra a coroa, mas nenhum com carater separatista, só queriam melhoras no estilo de vida na colônia. Essa insatisfação se intensificou com o fim da União Iberica, pois o marquês de Pombal intensificou a exploração da colônia e isso aumentou o descontentamentos dos colonos. A esses levantes ou insurreições damos os nomes de Movimentos Nativistas, pois eram movimentos ligados apenas a condição de vida de certas regiões sem nenhum caratér politico ou ideologico.

Movimentos Nativistas

A primeira ocorreu em Pernambuco em 1661: os colonos que haviam expulsados os holandeses pediram através de uma carta ao rei de Portugal que nomeasse como governador da capitania André Vidal Negreiro, um dos heróis da Insurreição Pernambucana. O que o rei fez? Nomeou Mendonça Furtado, um português da corte real como governador frustrando os colonos. Ele já chegou sendo hostilizado (os brasileiros sempre tiveram a mania de atribuir apelidos aos seus inimigos e com ele não foi diferente o apelido dado foi Xumberga, por dois motivos: o primeiro ele copiava o bigode de Schoumberg um corçário alemão a quem serviu na guerra dos trinta anos, o segundo e mais plausivel é que durante seu regime houve uma peste de coçeira e as pessoas de ‘xubregavam’ muito, e atribuiram a culpa a ele). Vendo que não tinha apoio das oligarquias passou a ignorá-las também, isso foi a gota d’agua. Usando uma falsa passeata religiosa (naquela época todos respeitavam de verdade a religião) eles emboscaram Xumberga. Só que ele sobreviveu e passou a derrubar as oligarquias que tentaram matá-lo. O que houve? Os pernambucanos simplesmente prederam-no e deportaram-no para Portugal. Normalmente o rei teria punido severamente os colonos certo? Isso aconteceu? Não, simplesmente porque o irmão do Xumberga foi pego colocando chifres no rei de Portugal, daí Xumberga pagou o pato mais uma vez e os colonos pernambucanos inflaram seu ego mais uma vez ao ter seu pedido concedido pelo rei.

A Revolta de Beckman ocorreu no Maranhão, porque a companhia de comércio que deveria fornecer alimentos estava abusando dos colonos ao vender comidas estragadas a preços orbitantes. Os Jesuítas entraram na briga, pois negavam que os colonos continuassem a escravizar índios, daí foi uma confusão só. Os irmãos Beckman grandes proprietários de terras entraram na briga e tomaram controle da situação. Derrubaram a companhia de comércio maranhense e o mais novo foi a Portugal fazer pedidos ao rei. Dessa vez a revolta não passou impune. O mais novo ficou preso em Portugal só sendo anistiado depois, e o mais velho e outro líder foram executados. O mais novo alegou nunca ter querido se insurgir contra a coroa, só queria acabar com as injustiças impostas pelos Jesuítas e a companhia maranhense.

A Guerra dos Emboabas(outro apelido que os paulistas deram aos Portugueses, porque eles assim como um passáro do pantanal o Emboaba tinham as pernas todas enfeitadas, diferente dos Paulistas descalços) ocorreu porque os Paulistas, descobridores da Minas de ouro no sudeste reclamavam o direito de extrair o ouro para eles e hostilizavam tanto forasteiros vindo de Portugal como de outras regiões do país chamando-os de Emboabas. Os paulistas passaram a arruinar expedições dos Emboabas, em resposta a isso, os Emboabas organizaram uma guarda para lutar contra os Paulistas. O que se sucedeu foi um sangrento massacre como o do episódio Capão da Traição em que 300 paulistas que haviam desistido da luta armada foram fuzilados depois de entregar suas armas pelos homens do comandante Emboaba Bento Amaral Coutinho. O Rio do local ficou conhecido como Rio das Mortes.

A Guerra dos Mascates(mais um apelido dado aos portugueses) ocorreu em Pernambuco, entre a oligarquia decadence de Olinda e os ricos comerciantes de Recife. O confronto estourou quando os comerciantes ao serem eleitos ‘homens-bons'(vereadores da época) não puderam receber posse de seus cargos, eles então pediram ao rei de Portugal que Recife deixasse de ser vila e ganhasse sua própira câmara munincipal. No dia 10 de Novembro de 1710 os olindences invandiram Recife e fecharam a câmara, há quem diga que nesse movimento surgiu o primeiro pensamento de independencia brasileira onde os olindences ficaram separados da coroa por alguns dias assim como a oligarquia de Veneza ficava separada dos reinos a seu redor (daí surgiu a comparação de Recife-Olinda como Veneza Brasileira, ao contráio do que todo mundo pensa de ser só por causa dos rios).

A Revolta de Vila Rica ou de Filipe dos Santos foi uma prévia da Inconfidência Mineira, Filipe dos Santos era o único pobre que participava dos planos dos grandes mineradores que planejavam destruir as casas de fundição. O plano foi descoberto e Filipe dos Santos foi morto e esquartejado. Esse era o último movimento nativista sem carater nacionalista.

Movimentos Nacionalistas

Conjuração Mineira

A famosa Inconfidencia ou Conjuração Mineira foi a primeira de três Insurreições que queriam pôr fim as relações entre Brasil e Portugal. A principal influência do movimento foi que os filhos dos ricos mineradores que haviam ido estudar na Europa voltaram para o Brasil inspirados com as idéias Iluministas e viam na Independencia dos EUA (treze colônias despovoadas derrotaram a maior potência da época: a Inglaterra) sua maior inspiração. Não a tôa que todos os escritores do Arcadismo tiveram uma pequena participação no movimento. Ao contrário do que todos pensam, Tiradentes não foi um herói ele apenas foi o único morto porque os outro inconfidentes eram ricos e influentes demais para serem mortos. Eles faziam suas reuniões para escolher a bandeira do próximo país, para decidir a constituição (nunca falaram em acabar com a escravidão), na verdade alguns historiadores dizem que eles brincavam de preparar um movimento de independencia. O plano era simples: no dia da derrama, Tiradentes faria um levante que traria a população para o lado dos incofidentes. O plano falhou porque o governador percebeu as reuniões e passou a cobrar as dividas dos ricos mineradores, em troca do fim da divida eles começaram a contar o que iria ocorrer. A rainha Maria I (já estava louca) decretou a morte de todos os envolvidos, o governador percebendo que não poderia acabar com a elite cultural do país executou o único humilde do movimento: Joaqui José da Silva, o Tiradentes.
A Inconfidencia Mineira foi importante pois foi a 1ª a falar abertamente em Independecia e a colocar a elite no centro do movimento

Conjuração Carioca

Ocorreu em 1794 e não passou de especulações de membros da oligarquia carioca para uma possivel independencia, dessa vez inspirados tamem na Revolução Francesa, assim como a Mineira foram descobertos, mas como nada foi provado contra eles todos foram soltos.

Conjuração Baiana ou dos Alfaites

Ocorreu em 1798 sendo inspirada também na Rebelião Negra (indepencia do Haiti), além da Revolução Francesa e Independencia dos EUA. Foi articulada pela Maçonaria e os Cavaleiros da Luz (sociedades secretas de pensadores). Como a população de Salvador tinha um alto índice de população negra os aristocratas se viram acuados pelo movimento e eles mesmo desistituiram o movimento com medo que a escravidão fosse abolida. Foi a única das três conjurações que teve carater ideologico.

Periodo Joanino

Com a ascenção de Napoleão na França e o bloqueio continental decretado pelo imperador francês o cerco sobre Portugal estava se fechando. Inglaterra ou França? O principe regente tinha de escolher, se escolhesse a primeira teria seu país invadido pelos franceses se escolhesse a segunda perderia suas colônias e poderia ser bombardeado pelos navios ingleses assim como aconteceu com a Dinamarca. Qual a solução? Enrolar o máximo possivel e depois fugir. Não a tôa que Napoleão só declarou ter sido derrotado por um homem, o que o enganou, D. João VI de Portugal, ao contrário do que muitos pensam, ele não era um gordo idiota, mais um monarca muito precavido que preferia ficar longe dos holofotes. Ele assinou as pressas a Convenção Secreta, em que a Inglaterra se comprometia a proteger Portugal da França e fugiu corajosamente para o Brasil. Com a sua chegada aqui os movimentos anti-portugal pararam, pois simplesmente deixavamos de ser colônia, embora no papel ainda fossemos. Simplesmente porque o pacto colonial não existia mais, e isso era o que tornava um país uma colônia. O historiador Caio Prado até diz que a indepencia do Brasil ocorreu em 1808 com a chegada de D. João VI ao Brasil.

Ele revogou o Alvará de 1785 assinado pela sua mãe em que se proibia qualquer atividade industrial no país, deu liberdade de impressão para jornais (apenas os que apoiassem a coroa) e criou o Banco do Brasil. Em 1815 foi forçado a elevar o Brasil a posto de Vice-Reino, pois segundo o Congresso de Viena, ou ele voltava a Portugal ou perderia o trono de lá. Ele mais uma vez inteligentemente manteve seu trono ao tornar Brasil e Portugal Reino-Unido. Invadiu e conquistou a Guiana Francesa, para se vingar dos Franceses e a colônia dos 7 Sacramentos (atual Uruguai) que passou a chamar de Cisplatina.

Em 1810 renovou os tratados com os Ingleses, em que eles teria direitos extraordinários sobre Portugal e o Brasil, chegando a pagar impostos mais baixos que Portugal e tendo direito a sere julgados por juízes ingleses caso fossem presos em territorio luso-brasileiro. Enfrentou poucos conflitos o único notável foi a Revolução Pernambucana, tendo planejado a independencia do Brasil ao deixar seu filho Pedro como o primeiro imperador brasileiro.

Revolução Pernambucana

Em 1817 as ideias iluministas chegavam a seu apice, os padres difundiam as ideias fortemente e eram totalmente contrários ao absolutismo. Três fatores se somaram as influências que tinham (os movimentos de indepencia da América Latina, dos EUA, a Revolução Francesa e os três levantes feitos contra a coroa lusa que acabaram bem-sucedidos): o surgimento do açucar de beterraba dos ingleses que por terem controle do comércio brasileiro passaram a desprezar o açucar nordestino que já sofria uma concorrencia com o das Antilhas, o alto preço dos impostos que D. João VI implementava para construir a cidade do Rio de Janeiro e para comportar a corte real que havia vindo com ele e uma grande seca que ocorreu em 1816. Em 6 de Março de 1817 a revolução estourou e recebeu apoio de todas as regiões perifericas de Pernambuco (de Macéio a Fortaleza) e todas as classes: clero, burguesia, povão e aristocracia (menos escravos, o movimento não tinha carater abolucionista). No dia seguinte os revoltosos já tinha controle da região e passaram 75 dias no poder. A revolução foi altamente reprimida por D. João VI que com a ajuda do governo baiano derrubou o movimento, Pernambuco perdeu todo o seu territorio alagoano, e o vale do são francisco para a Bahia. Foi o 1º movimento a firmar-se independente e a ter uma fase armada, mas não deveria ser chamada de revolução pois não pretendia mudanças ideologicas só politicas.

O Processo de Indepencia Brasileira

Em 1820 estourou em Portugal a Revolução do Porto, em que os Portugueses tomaram o poder do estado e exigiram a volta de D. João VI, caso ele se negasse iria perder o trono. Acabaram com o absolutismo, criaram uma nova constituição com o parlamentarismo e as ‘cortes de lisboa’ que contaria com 181 deputados sendo 72 brasileiros. D. João VI percebendo que as cortes só não o depuseram pois se o fizessem estariam dando o Brasil de mão beijada para o monarca voltou a Portugal e deixou D. Pedro I como principe regente do Brasil. As cortes passaram então a exigir a volta do principe, este se negou aconselhado pelo pai. As cortes tentaram diminuir o poder do principe ao transformar as capitanias em provincias com mais autonimia. Os aristocratas brasileiros perceberam os portugueses queriam e passaram a arquitetar um plano de independencia, e convidaram D. Pedro I para participar, este aceitou seguindo os conselhos do pai. Estava pronta a independencia brasileira, comandada pela aristocracia e sem nenhuma participação popular, a Inglaterra rapidamente passou a negociar o conflito, e convenceu Portugal a aceitar um acordo em que o Brasil pagaria uma indenização para ter sua independencia reconhecida. Ou seja, aquele grito do Ipiranga, além de fajuto (D. Pedro I, não estava sentado num alazão branco, estava num jumento e não fora até ali para lutar, estava era voltando de uma viagem frustrada quando foi avisado que os portugueses aguardavam no Rio de Janeiro para levar ele de volta a Portugal, mesmo que a força) foi totalmente planejado pela aristocracia que queria chegar mais perto do poder e pela Inglaterra que queria ter controle total sobre o Brasil, sem ter que ficar negociando com Portugal. O Brasil se comprometeu a pagar 2 milhões de libras inglesas a Portugal, como não tinha como pagar a Inglaterra de bom grado emprestou, começava assim a interminável divida externa brasileira.

Pronto, dei uma resumida mesmo na parte da independencia, pois os detalhes dela não muito relevantes, deem uma boa olhada na revolta de Xumberga e na revolução pernambucana, a COVEST adora colocá-los…

É isso só… Talvez domingo venho com mais dois e assim chegaremos a republica velha!!

Depois posto as fotos da melhor formatura do Recife… hehehehehe… Boa formatura Bia.

Faltam 18 dias! \o/ Eu estou animado e vocês?

Bruno Tôp

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