Segundo Reinado – Plano Economico e Declinio do Imperio

novembro 12, 2008 às 2:59 am | Publicado em História | Deixe um comentário

Café:

O Café entrou no Brasil vindo da Guiana Francesa e passou um tempo sendo cultivado no norte do Pará sem nenhum plano de exportação. Ele teve a sorte, ou o destino de o produto estar se difundindo na Europa e nos EUA como produto popular; de ter se encontrado no sudeste o tipo de terra perfeita para seu plantio e o melhor: investidores e escravos que estavam ‘parados’ desde a decadência da economia mineradora e tinha terras para quem quisesse pegar (o sistema de sesmarias ainda funcionava). O produto reestruturou o mesmo sistema que fora implantado no Brasil colônia baseado no tripé (latifúndio, monocultura, escravidão)e o Barão do Café era o novo Senhor do Engenho. Ainda era próximo da capital federal e dois grandes portos o do Rio de Janeiro e de Santos.

Depois de décadas de produção e forticação do produto ele saiu do vale do paraíba (RJ) e passou a se expandir pelo oeste paulista. Com a abolição do tráfico de escravos os barões passaram a apoiar o sistema de parcerias bolado por Nicolau Campos Vergueiro, onde o Barão do Café bancava a passagem do imigrante europeu e ele pagaria com trabalho aqui, na verdade a divida só fazia aumentar pois o imigrante tinha de pagar a estadia e os produtos das lojas que pertenciam ao barão do café, o imigrante era um novo escravo, mas ele não tinha opção pois a Europa estava saindo da guerra Franco-Prussiana e da unificação da Itália. A exploração era tanta que alguns países chegaram a proibir a vinda de imigrantes ao Brasil (em 1857 na fazenda do mesmo Nicalau Campos Vergueiro que criou o sistema de parceria estourou uma revolta liderada por imigrantes)

O Café foi além de tudo o principal culpado por conseguir manter o Segundo Império tão longo (49 anos), pois ele tirou o país de uma de suas maiores crises economicas (a do periodo regencial) e propiciou aos aristocratas do Sudeste que já tinha controle politico do país consolidar esse poder e se tornar o ‘dono’ da economia. E principalmente o café parecia se adequar aos interesses dos ideais republicanos e abolucionistas que encheram o país após a guerra do paraguai.
O Surto Industrial ou Era Mauá:

Irineu Evangelista de Souza foi um empresário brasileiro do secúlo XIX que ficou conhecido como Barão de Mauá e se tornou o lendário empresário da economia brasileira que conseguiu ter lucros com produtos industriais num país que não produzia nada industrializado. Seu sucesso veio peimeiramente junto com a Tarifa Alves Branco que propiciou a ele e a outros investidores industriais a conseguir um espaço no mercado Brasileiro. Também a Lei Eusébio de Queirós que fez com que os investimentos feitos no tráfico de escravos fossem voltados para as recém criadas indústrias. O Sistema de Parcerias também floresceu o surto de industrialização, pois com os imigrantes aumentava o número de consumidores e consequentemente a produção. O Barão de Mauá se destacou pois seus ideais superavam seu tempo, ele pensava num Brasil industrializado e exportador de produtos maquinofaturados para concorrer com as superpotencias da época, só que por ainda estar engatinhando o lucro só viria a longo prazo e na época isso era visto com maus olhos. Por não ter um apoio dos Barões do Café e principalmente por ser fortemente atacado pela Inglaterra o Barão de Mauá faliu e com ele acabou-se o surto industrial do século XIX.

O Declinio do Império

Foram duas campanhas e duas causas que colocaram em xeque o sistema monarquico brasileiro. As campanhas Republicanas e Abolucionistas que surgiram diretamente ligadas a Guerra do Paraguai e as causas Militares e Religiosas.

Campanha Abolucionista

A Campanha Abolucionista sempre foi apoiada pelos ingleses que desde sua Revolução Industrial no século XVIII. Em 1810 por exemplo D. João VI assinava um acordo de ir diminuindo gradualmente a escravidão no país e que foi reforçado em 1831 por D. Pedro I com a Lei Feijó, é claro que o Brasil jamais o cumpriu, mas a Inglaterra não se importava de verdade com isso (a lei ficou conhecida como Lei Pra Inglês Vê, pois sem ela o Brasil não conseguiria o emprestimo que tanto queria na época). Com a Tarifa Alves Branco, os ingleses pararam de fazer vista grossa e lançaram a Bill Aberdeen que resultou na Lei Eusébio de Queirós. Em tese os escravos não tinham como chegar mais e ela iria ter que acabar cedo ou tarde. Tanto que como o tráfico intercontinental estava proibido o tráfico interprovincial passou a existir (principalmente vindos do Nordeste para o Sudeste). Para não perder o tripé fundamental que regia a economia brasileira desde o inicio da colônia foi criada a Lei da Terra em que só poderia ganhar posse da terra por meio de herança ou de compra, impedindo os imigrantes que aqui chegaram de serem proprietarios de terra. Em 1852 foi aprovada a Lei Nabuco de Araújo que servia para que a Lei Eusebio de Queirós fosse cumprida (para se ver como as leis no Brasil são levadas a sério) e em 1856 numa praia de Ipojuca-PE foi preso o último dos navios de tráfico de escravos (os traficantes chamavam os escravos de galinhas e mais tarde a praia ficou conhecida como Porto de Galinhas). A Guerra do Paraguai que a priori serviu para ajudar o governo a manter o regime quando teve fim foi o principal motivo de desfazê-lo, pois a volta dos soldados ao país trouxe com eles sentimentos abolucionistas (afinal os soldados haviam lutado lado a lado com escravos e não viam eles como sub-especie). Para acalmar o animo dos abolucionistas foi aprovada em 1871 a Lei do Ventre Livre ou Lei Rio Branco, na verdade era só uma enrolação, pois ou o garoto trabalhava até os 21 para bancar os gastos que ele causou quando era pequeno ou o dono dele podia entregá-lo ao governo e ganhar uma indenização, e assim o jovem filho de escravo seria um Lei dos Sexagenários ou Lei Saraiva-Cotergipe, em que escravos com mais de 60 anos tinham que ser alforriados (o que em pratica não mudava nada, pois menos de 10% deles chegavam a tal idade, e o comprovante de idade estava sob posse do seu senhor, na verdade ele normalmente só era liberto com 65 anos, se sobrevivesse a cinco anos trabalhando mais ainda, pois o senhor não queria libertá-lo e se conseguia sobreviver morria logo depois, pois não tinha condições de sobreviver na sociedade). Em 1888 a Princesa Isabel assinou a Lei Auréa que ia ser aprovada em pouco tempo, restava saber se ela teria indenização aos donos de escravos ou não, como o país não tinha condição de indenizar todos os senhores mesmo que quisesse, ele não tinha indenização e com isso a Princesa Isabel assinou o fim da monarquia, como muitos disseram. Havia dois tipos de abolucionistas os moderados: que sabiam que a abolição viria a qualquer custo e se emprenhavam em dar amparo aos escravos e tentar comprar a alforria deles. Contou com o ilustre Joaquim Nabuco que participou até de planos da reforma agrária e os abolucionistas radicais: que pregavam que só conseguiriam a abolição com revoltas armadas, seus principais lideres foram: José do Patrocinio, André Rebouças e Luís Gama. As sequelas de ‘388 anos’ de escravidão gerou uma sociedade em que trabalho é um sinônimo ruim, onde a sociedade se acostumou a ver os trabalhadores com mals olhos.

Campanha Republicana (Causas Militares e Religiosas)

Apesar da Republica só ter sido instalada em 1889 desde de 1710 na Guerra dos Mascates havia rumores de instaurar a republica no Brasil.

Na guerra do paraguai, D. Pedro II foi incitado pelo 1º ministro Zacarias de Góis a demitir o Duque de Caxias (heroi da guerra) e a colocar seu genro no comando das forças brasileiras. (Zacarias de Góis e Duqeu de Caxias eram inimigos pessoais). Isso irritou os militares que só se satisfizeram com a demissão do 1º ministro, issou foi um golpe tanto para os liberais que em 1868 lançaram o “Manifesto Republicano“. Em 1870 era criado o Partido Republicano do RJ e em 1873 o Partido Republicano Paulista.
Após afrontar duas vezes o 1º ministro do império o soldado Sena Madureira foi preso duas vezes, o erxecito que já não via com bons olhos o regime de D. Pedro II passou a criticá-lo, mas deviam obediencia ao Marechal Deodoro da Fonseca, que era amigo pessoal do monarca. Deodoro da Fonseca acabou apoiando o orgão militar, isso fez o que os militares republicanos tanto queriam acontecessem, agora o erxecito tinha unidade politica e até os ultra-conservadores tiveram de apoiar a replubica pois deviam obdiencia ao Marechal Deodoro da Fonseca.

D. Vital, bispo de Olinda que fora educado na Europa aprendera que Igreja e Maçons não poderiam viver juntos. (Maçons originalmente eram Iluministas e anti-igreja, mas aqui no Brasil tudo se misturava) E demitiu todos os padres que eram maçons obedecendo a bula Syllabus que proibia maçons de serem da ordem religiosa e os considerava hereges, só que tinha um problema a bula não valia no Brasil por causa do Beneplácido e o próprio D. Pedro II era um maçon. D. Pedro II exigiu que D. Vital se desculpasse e reencorparasse os padres maçons, este se negou e foi preso. D. Macedo, bispo de Belém apoiou D. Vital e tambem demitiu os maçons, D. Pedro II foi forçado a prender ambos por desacato, mas depois se arrependeu e os anistiou. O episódio desgastou fortemente o imperador com a Igreja que ainda era muito importante no país.

A Classe Média que surgia nas cidades não via participação politica no sistema monarquico e passou a apoiar a Republica. Além disso eles temiam um terceiro reinado regido pelo Conde D’Eu, marido da Princesa Isabel que era mal visto por todas as camadas da sociedade.
O Fim do Imperio:

Diferente do seu pai, D. Pedro II ainda contava com muito prestigio para com a sociedade mesmo depois das questões militares e religiosas e como homem muito inteligente que era fez sua última jogada ao colocar em julho de 1889 como 1º ministro o Visconde de Ouro Preto que juntos planejaram levar ao senado a lei que diminuisse o poder moderador, o fim da vitaliciedade do senado e mais autonomias nas provincias, como não seria aprovada, D. Pedro II aprovaria ela com seu poder moderador e assim salvaria a monarquia pois estaria agradando ao povo e sem o apoio popular a aristocracia não poderia fazer nada.

O plano não foi adiante pela forte oposição que D. Pedro II passou a sofrer após a adesão do Marechal Deodoro da Fonseca a causa republicana, assim os Revolucionários trinfavam sobre os Evolucionários que pretendiam esperar até a morte do imperador. Liberais e Conservadores agora iriam dividir uma republica instaurada com o golpe de 15 de novembro, a proclamação da republica.

nossa foi muito grande isso!

cansei de verdade

mas enfim chegamos a republica

se brincar estarei terminando tudo domingo!

e ai teremos visto da colonia a republica uma semana antes da primeira fase!

só isso sexta venho para falar de casualidades

xD

Bruno tôp

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