Primeiro Reinado

novembro 10, 2008 às 9:53 pm | Publicado em História | Deixe um comentário

O Brasil conseguira sua independencia de uma forma não muito normal: sem combate armado, sem participação da população, mantendo as relações com sua ex-colônia, seguindo o sistema monarquico e absolutista e mantendo-se como uma das colônias da Inglaterra praticamente. Isso não agradava os paises da América que viam com mals olhos o Brasil isso também se fundamentava no medo que D. Pedro I quisesse expandir os territórios brasileiros, visto que o Brasil continuava a manter controle sobre a provincia Cisplatina (Uruguai).

Para se tornar independente de vez o Brasil primeiro precisou consolidá-la internamente e conter movimentos que queriam manter a monarquia (7 das 14 provincias não aceitaram a independencia e 5 instigadas por comandantes portugueses estouraram em revoltas: na Bahia, com tropas lideradas por Madeira de Melo durou 2 anos e teve a importante participação de Maria Quiteria (a Joana D’Arc brasileira) que liderou as tropas contra brasileiras contra as lusas; no Pará, que tal igual a Bahia precisou do apoio de milicias populares para expulsar os anti-indepentes (a luta se expalhou pelo Piauí e Maranhão, onde mais tarde surgiria os Sebastianos muito importantes para a Guerra de Canudos); e na Cisplatina que não aceitava o dominio português muito menos brasileiro).

Agora o pais precisava de uma constituição, a priori a que seria implantada seria a ‘constituição da mandioca’, pois só quem tivesse 150 alqueires (medida de lote de terra da época)de mandioca, 25 anos e fosse católico poderia votar (só proprietários de terras e escravos tinham mais que 150 alqueires de mandioca)excluindo assim o povo, os escravos, as mulheres, os jovens e o mais importamte: os ricos comerciantes portugueses que aqui permaneceram.

D. Pedro I entrou em conflito com o Partido Brasileiro, os aristocratas que almejavam a constituição da mandioca e passou a ficar do lado do Partido Português (haviam dois partidos na época, o Brasileiro e o Português, o primeiro foi o que mais apoiou o movimento de independencia centrado em D. Pedro, mas por este querer ter para si um governo absolutista passou a entrar em choque com seus antigos aliados). O Partido Português percebendo a chance de conseguir poder passou a apoiar que D. Pedro I derrubasse os aristocratas e ele o fez usando seus dois maiores poderes: o erxecito recém formado e heroismo que conseguira para com o povo. Ele dissolveu a câmara e nomeou dez acessores para formular a constituição de 1824, a 13 de novembro acontecia o episodio chamado ‘Noite da Agonia’ em que radicais do partido brasileiro ficaram sitiados na câmara, dois deles foram exilados, assim triunfava o autoritarismo sobre o liberalismo. Das oito constituições brasileiras (contando a emenda de 1969 como constituição) a de 1824 foi uma das três outorgadas, ou seja, imposta, que não precisaram de aprovação da câmara, junto com as de 1937 e 1969. Segundo ela o estado seria unitário e centralista (contrariando os aristocratas que queriam a descentralização), teísta confecional, ou seja, com uma religião oficial, o catolicismo, e a igreja obedecia o padroado (os padres e bispos recebiam salários do estado) e o beneplácido (uma medida papal só valeria no Brasil com autorização do Imperador), a cota minima pra se votar era de cem mil réis, ou seja, os portugueses estavam incluidos na politica, e admitia a existencia de quatro poderes: executivo (erxecicido pelo imperador), legislativo (bicameral, os senadores eram vitalicios e escolhidos pelo imperador, os deputados eram escolhidos a cada 4 anos), judiciario (o imperador nomeasse os juizes de alto escalão e estes os seus subordinados) e moderador (o imperador tinha poder para dissolver a camara quando quisesse e tinha controle direto sobre o erxecito).

A Confederação do Equador (1824)

É claro que nem todo mundo gostou da pomposidade de D. Pedro I. E advinha onde foi que estourou a mais forte revolta anti-D, Pedro I? Em Pernambuco claro. Desde a Revolução Pernambucana de 1817, Pernambuco sofria uma intença repressão liderada pelo governador Luis do Rego Barreto (1817/1821), que foi altamente impopular. Em 1820 com a Revolução do Porto os presos da Revolução Pernambucana foram anistiados, as cortes de lisboa pregavam que um governador deveria ser eleito em cada provincia na tentativa de diluir o poder central de D. Pedro I. Luis do Rego Barreto conseguiu se eleger com fraude em Recife e Olinda, mas os revolucionarios de 1817 elegeram Gervásio Pires em goiana e em 05 de outubro reuniram a Convenção de Beberibe que governou até 1822 sendo desistituido pelos homens de D. Pedro I, a “Junta dos Matutos” aristocratas anti-liberais. Em 1823 com o autoritarismo do imperador para com os deputados, os liberais pernambucanos se insurgiram mais uma vez, liderados agora por Manoel Carvalho Paes de Andrade, que derrota a junta dos matutos e assume o poder em 12 de dezembro do mesmo ano. Incitados pelo jornal “Tifis Pernambucano” de Frei Caneca e “Sentinela da Liberdade” de Cipriano Barata (lider da inconfidencia baiana e da revolução de 1817) e frustrados pela nova decadencia da economia açucareira e algodoeira, Andrade com apoio dos liberais lança em março de 1824 um documento desligava Pernambuco do governo federal e incitava outros a o seguirem. Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba se juntaram ao movimento que ganhou o nome de Confederação do Equador, sendo precidida por Andrade e adotando provisoriamente a constituição da Colômbia (último pais a se tornar independente na América). O movimento durou 79 dias e chegou a pensar em libertar os escravos para ajudar na luta, mas isso não chegou a ocorrer, D. Pedro I teve de pedir mais um milhão de libras esterlinas para financiar o contra-golpe. O territorio pernambucano novamente encolheu. Foram condenados 17 pessoas a forca, incluindo Frei Caneca. Ninguém apareceu para ser o carrasco mesmo depois de D. Pedro I oferecer anistia para qualquer preso e alforria para qualquer escravo, decidiu então mandar o erxecito matá-lo. Alguns dizem que D. Pedro I matou Frei Caneca e com ele seu trono, pois depois disso seu carisma só fez decair e tudo passou a conspirar para sua renúncia.

A abdicação de D. Pedro I

Varios motivos podem ser citados, mas o mais importante foi a perda de prestigio do monarca para com o povo, pois ele tinha um ego grande e achava que era o salvador do Brasil, quando o povo passou a repudiá-lo ele não teve apoio de nenhum dos partidos, sentindo-se isolado preferiu a renuncia. Os fatores do fim de seu prestigio foram:

A quda do antigo regime: D. Pedro I se inspirava no absolutismo francês para manter seu governo e a queda do mesmo pela segunda vez, agora sem mais volta foi um golpe duro para ele e bom para seus inimigos. A Guerra Cisplatina, a pequena provincia não só derrotou o erxecito Brasileito como trouxe incontabeis baixas para o pais, que teve que pedir mais emprestimos; a questão sucetória do trono português que com morte do seu pai D. João VI e a obrigação que ele tinha de assumir o trono, ele hesitou bastante o que irritou o partido brasileiro, mascomo os aristocratas brasileiros não aceitariam tal fato ele abdicou do trono luso em favor de sua filha Maria da Glória, sendo que seu irmão D. Miguel se casaria com ela, seria o regente até ela completar 18 anos, só que seu irmão não só não aceitou suas decisões como ursupou o trono fazendo D. Pedro I gastar dinheiro brasileiro para colocar a filha no trono e assim aumentar a divida exterma crescente. E a morte de Libero Badajó, um jornalista que o criticava abertamente, ele foi visitar MG, mas o povo se recusou a sair de casa e quem se apresentou estava de preto, de luto pelo jornalista, o partido português decidiu organizar uma festa para o monarca que foi frustrada pelo partido brasileiro e que resultou na Noite das Garrafadas em que os lusos atacaram o povo com garrafas dos altos dos prédios. D. Pedro I ficou tão acuado que convocou um ministerio só do partido brasileiro com a condição de que eles tirassem o povo da rua. Os soldados que deveriam reprimir a confusão se juntaram ao movimento anti-D. Pedro I, o monarca demitiu o ministerio e fez um novo só com membros do partido português, essa foi a gota d’água para o partido brasileiro: ou D. Pedro I renunciava ou morria. Ele assinou a sua renuncia dois dias depois deixando o cargo vago. Quando voltou para a Europa ficou conhecido lá como Liberal, o oposto do que era aqui.

Ta até pequeno comparado ao segundo reinado que deve vir hoje, amanha ou quarta, acho que hoje mais não estou exausto… Enfim… Vamos dar um ultimo sangue dia 23 chegando graças a deus

\o/

Bruno Tôp


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