Expansão dos dominios portugueses na América e Mineração Colonial

novembro 5, 2008 às 5:45 pm | Publicado em História | 17 Comentários

disse que ia ser no domingo o resumo né? Quem disse que tenho tempo? Mais hoje vamos chegar terminar o periodo colonial, depois desse resumo, vou colocar já o fim do periodo colonial… ;D

Expansão dos dominios portugueses na América

Como vimos em 1640 chegava o fim da União Ibérica, que foi altamente prejudicial para ambas as nações que faziam parte dela: Portugal e Espanha. A primeira teve a maior parte da sua frota naval dizimada na guerra dos Trinta anos e perdeu todo o controle do seu “Imperio Ultra-marino” (pra se ter uma idéia, Portugal controlava os portos de costa Africana, da Índochina e chegava a ter um porto até no Japão!!) ficando apenas com algumas pequenas colônias na África e com sua maior colônia a da América. A segunda perdeu tudo: seu controle continental sobre a Europa, a liderança economica no mundo e pior, saiu da guerra com mais inimigos que antes dela, Portugal seu aliado estava em guerra com ela para se tornar ‘independente’ do dominio espanhol. Mas o que isso influenciou no Brasil? Simples, com a União Ibérica o Tratado de Tordesilhas passou a ser inútil, pois toda a a América Latina obdecia a um só monarca, os brasileiros passaram então a adentrar o continente com a ajuda de três atividades: pecúaria, a oficial ou jesuítica e a bandeirante.

Pecúaria: como já sabemos, a pecúaria foi implantada na colônia primeiramente no nordeste, como atividade de apoio para os engenhos de açucar, pois a tração animal era usada para transporte, a carne era aproveitada como alimento, e o couro como principal fibra para fabricação de tecidos. Por ser uma atividade voltada para o ‘mercado interno’ ela cresceu rapidamente e passou a não poder mais se manter no litoral ao lado dos engenhos, a pecúaria então se deslocou para os ‘sertões de dentro’, hoje o vale do rio São Francisco, daí o nome popular do rio ser o rio dos currais. Com o surgimento da atividade mineradora no eixo Sudeste e a decadência da atividade açucareira a pecúaria foi deslocada para o sul-sudeste onde encontrou um local excelente para se firmar os famosos pampas gaúchos.

Oficial ou Jesúitica: com medo que a França expandisse seus territórios na Bacia Amazônica com a ajuda dos Índios (os franceses sempre tiveram boas relações com as Índias, se é que me entendem, desde a invasão ao Rio de Janeiro) o monarca luso autorizou os famosos Jesuítas a se instalarem nos ‘sertões de fora’ onde passaram a ter controle das drogas do sertão, até serem expulsos pelo marquês de Pombal. É também chamada de Oficial pois quando os franceses invadiram o Maranhão e fundaram o Forte de São Louis (daí o nome da cidade São Luís) expedições partiram de Pernambuco e fundaram um forte a cada nova vitória sobre os franceses (foram fundadas as cidades: cidade da Paraíba (atual João Pessoa), Natal e Fortaleza) com a ajuda dos Jesuítas fundaram o forte Nossa Senhora de Belém (originou a cidade de Belém) e mais além o Forte do Rio Negro (atual Manaus).

Bandeiras: Chama de Bandeiras dois tipos de expedições que partiram principalmente do Sudeste (que era praticamente miserável), a primeira eram as próprias Bandeiras dividas em três: o aprezamento de índios (enquanto os holandeses permaneceram no Brasil o tráfico de escravos negros parou de existir com as outras regiões brasileiras e o índio voltou a ser escravo), a busca por metais preciosos e sertanismo ou contratos (que iam até o interior do Nordeste para destruir Quilombos de escravos foragidos), o outro tipo de Bandeira eram as Monções, que usavam os rios como caminho para manter o comércio. Uma das bandeiras descobriu Ouro perto das aréas das Gerais e esse era um antigo sonho português.

Mineração Colonial

Em 1715 com a divida que Portugal alimentava com a Inglaterra desde o fim da Guerra dos Trinta Anos, a maioria dos Portugueses estavam falidos e viram uma oportunidade gigante em vir para a colônia extrair ouro. Não a tôa que a população da colônia cresceu vertiginosamente durante esse período. Tanto que precisaram criar leis para a extração aurifera. O quinto foi instalado, ou seja, um quinto do que se extraisse deveria ser pago ao governo e o ouro só poderia circular com o selo real obtido nas casas de fundição. Depois que a atividade se tornou escassa foi implementada a Derrama (a população da colônia teria que pagar uma taxa de impostos caso a cota minima de ouro (1,5 toneladas) não fosse atingida, para conseguir isso o governo chegava até a invadir casas) pelo Marquês de Pombal. Essas duas medidas foram estopins para a famosa Incofidência Mineira que viria a ocorrer no final do século XVIII. Foi a tividade aurifera brasileira que bancou a famosa Revolusão Industrial Inglesa. Com a mineração surgiram os primeiros centros urbanos e com isso o primeiro comércio interno, foi nesse periodo também que surgio o primeiro estilo literário que chegou ao Brasil: O Barroco.

Periodo Pombalino

Sebastião José Carvalho Melo, o Conde de Oeiras ou Marquês de Pombal foi o Ministro de José I de Portugal e foi o primeiro homem no governo português a ser um Despota Esclarecido (se enquadrando perfeitamente ao Absolutismo e premeditando o Iluminismo), ele explorou o máximo o Brasil por ver na colônia a única salvação dos lusos e seu regime ficou conhecido como “Circulo de Aço Opressor“, pois ele reatou o pacto colonial da forma mais dura que existia.

Em 1759 expulsou os Jesuítas alegando que os mesmos atrapalhavam o controle do governo sobre a população, mas na verdade ele queria meter a mão na riquissima atividade que os Jesuítas controlavam, as “drogas dos sertões” e vingar-se porque os padres boicotaram o Tratado de Madri (tratado feito entre Portugal e Espanha para resolver os conflitos constantes que havia na região do Uruguai). Proibiu a esravidão de Índios tornando-os suditos oficiais da coroa lusa, ou seja, teriam de pagar impostos, antecipando as idéias da Revolução Industrial. Estimulou ainda a volta da Economia Açucareira no Nordeste e a implantação da Economia Algodoeira para que Portugal não dependesse tanto da Inglaterra já prevendo o fim da atividade aurifera.

Pronto “só isso” daqui a pouco volto com as crises do sistema colonial, próximo resumo com certeza terá no minimo umas 4 questões de vestibular, no minimo duas da Federal e uma da UPE!

Bruno Tôp

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17 Comentários »

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  1. falta imagen ai nao gostei

  2. sobre a violencia dos bandeirantes um resuminho

  3. foi meuito l

    egal obrigada

  4. Muito legal Adorey

  5. QUE LIXOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!
    ODIEIIIIIIIIII.ODEIO AS AULAS SOU CDF

  6. QUE GAYYYY

  7. MUITO CHATO ESTUDAR PREFIRO FICAR AKII TRANSANDO E COLOCANDO NA XOXOTA

  8. ¬¬”

  9. onde acho o ouro no periodo colonial???

  10. ¬¬”

  11. ¬¬’

  12. Expansão dos dominios portugueses na América

    Como vimos em 1640 chegava o fim da União Ibérica, que foi altamente prejudicial para ambas as nações que faziam parte dela: Portugal e Espanha. A primeira teve a maior parte da sua frota naval dizimada na guerra dos Trinta anos e perdeu todo o controle do seu “Imperio Ultra-marino” (pra se ter uma idéia, Portugal controlava os portos de costa Africana, da Índochina e chegava a ter um porto até no Japão!!) ficando apenas com algumas pequenas colônias na África e com sua maior colônia a da América. A segunda perdeu tudo: seu controle continental sobre a Europa, a liderança economica no mundo e pior, saiu da guerra com mais inimigos que antes dela, Portugal seu aliado estava em guerra com ela para se tornar ‘independente’ do dominio espanhol. Mas o que isso influenciou no Brasil? Simples, com a União Ibérica o Tratado de Tordesilhas passou a ser inútil, pois toda a a América Latina obdecia a um só monarca, os brasileiros passaram então a adentrar o continente com a ajuda de três atividades: pecúaria, a oficial ou jesuítica e a bandeirante.

    Pecúaria: como já sabemos, a pecúaria foi implantada na colônia primeiramente no nordeste, como atividade de apoio para os engenhos de açucar, pois a tração animal era usada para transporte, a carne era aproveitada como alimento, e o couro como principal fibra para fabricação de tecidos. Por ser uma atividade voltada para o ‘mercado interno’ ela cresceu rapidamente e passou a não poder mais se manter no litoral ao lado dos engenhos, a pecúaria então se deslocou para os ’sertões de dentro’, hoje o vale do rio São Francisco, daí o nome popular do rio ser o rio dos currais. Com o surgimento da atividade mineradora no eixo Sudeste e a decadência da atividade açucareira a pecúaria foi deslocada para o sul-sudeste onde encontrou um local excelente para se firmar os famosos pampas gaúchos.

    Oficial ou Jesúitica: com medo que a França expandisse seus territórios na Bacia Amazônica com a ajuda dos Índios (os franceses sempre tiveram boas relações com as Índias, se é que me entendem, desde a invasão ao Rio de Janeiro) o monarca luso autorizou os famosos Jesuítas a se instalarem nos ’sertões de fora’ onde passaram a ter controle das drogas do sertão, até serem expulsos pelo marquês de Pombal. É também chamada de Oficial pois quando os franceses invadiram o Maranhão e fundaram o Forte de São Louis (daí o nome da cidade São Luís) expedições partiram de Pernambuco e fundaram um forte a cada nova vitória sobre os franceses (foram fundadas as cidades: cidade da Paraíba (atual João Pessoa), Natal e Fortaleza) com a ajuda dos Jesuítas fundaram o forte Nossa Senhora de Belém (originou a cidade de Belém) e mais além o Forte do Rio Negro (atual Manaus).

    Bandeiras: Chama de Bandeiras dois tipos de expedições que partiram principalmente do Sudeste (que era praticamente miserável), a primeira eram as próprias Bandeiras dividas em três: o aprezamento de índios (enquanto os holandeses permaneceram no Brasil o tráfico de escravos negros parou de existir com as outras regiões brasileiras e o índio voltou a ser escravo), a busca por metais preciosos e sertanismo ou contratos (que iam até o interior do Nordeste para destruir Quilombos de escravos foragidos), o outro tipo de Bandeira eram as Monções, que usavam os rios como caminho para manter o comércio. Uma das bandeiras descobriu Ouro perto das aréas das Gerais e esse era um antigo sonho português.

    Mineração Colonial

    Em 1715 com a divida que Portugal alimentava com a Inglaterra desde o fim da Guerra dos Trinta Anos, a maioria dos Portugueses estavam falidos e viram uma oportunidade gigante em vir para a colônia extrair ouro. Não a tôa que a população da colônia cresceu vertiginosamente durante esse período. Tanto que precisaram criar leis para a extração aurifera. O quinto foi instalado, ou seja, um quinto do que se extraisse deveria ser pago ao governo e o ouro só poderia circular com o selo real obtido nas casas de fundição. Depois que a atividade se tornou escassa foi implementada a Derrama (a população da colônia teria que pagar uma taxa de impostos caso a cota minima de ouro (1,5 toneladas) não fosse atingida, para conseguir isso o governo chegava até a invadir casas) pelo Marquês de Pombal. Essas duas medidas foram estopins para a famosa Incofidência Mineira que viria a ocorrer no final do século XVIII. Foi a tividade aurifera brasileira que bancou a famosa Revolusão Industrial Inglesa. Com a mineração surgiram os primeiros centros urbanos e com isso o primeiro comércio interno, foi nesse periodo também que surgio o primeiro estilo literário que chegou ao Brasil: O Barroco.

    Periodo Pombalino

    Sebastião José Carvalho Melo, o Conde de Oeiras ou Marquês de Pombal foi o Ministro de José I de Portugal e foi o primeiro homem no governo português a ser um Despota Esclarecido (se enquadrando perfeitamente ao Absolutismo e premeditando o Iluminismo), ele explorou o máximo o Brasil por ver na colônia a única salvação dos lusos e seu regime ficou conhecido como “Circulo de Aço Opressor“, pois ele reatou o pacto colonial da forma mais dura que existia.

    Em 1759 expulsou os Jesuítas alegando que os mesmos atrapalhavam o controle do governo sobre a população, mas na verdade ele queria meter a mão na riquissima atividade que os Jesuítas controlavam, as “drogas dos sertões” e vingar-se porque os padres boicotaram o Tratado de Madri (tratado feito entre Portugal e Espanha para resolver os conflitos constantes que havia na região do Uruguai). Proibiu a esravidão de Índios tornando-os suditos oficiais da coroa lusa, ou seja, teriam de pagar impostos, antecipando as idéias da Revolução Industrial. Estimulou ainda a volta da Economia Açucareira no Nordeste e a implantação da Economia Algodoeira para que Portugal não dependesse tanto da Inglaterra já prevendo o fim da atividade aurifera.

    Pronto “só isso” daqui a pouco volto com as crises do sistema colonial, próximo resumo com certeza terá no minimo umas 4 questões de vestibular, no minimo duas da Federal e uma da UPE!

    daniel

  13. precisa falar mais da união ibérica

  14. eu acho que depois de mineracao tinha que er tambem gado de tracao gado de corte e drogas do sertao
    tudo faz sentido tem a ver com os bandeirantes e com a economia colonial

  15. Estou precisando para trabalhar na 7ª série o assunto: A expansão colonial da América:
    * A união entre Portugal e Espanha.
    * O domínio holandês.
    * Os bandeirantes exploram o território.
    * A ampliação do território
    * A ampliação do território

  16. deveria colocar questões mas o assunto é muito bom

  17. adoreiI…muito…. tinha tudo qi eu precisavaA….


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