República Populista

Novembro 18, 2008 at 2:09 am | In História | 4 Comments

República Populista porque em meio ao fim da segunda guerra os líderes nacionalistas e neoliberais pregavam serem os salvadores da pátria e atribuiam a si as qualidades necessárias para serem os heróis do povo, abusando de campanhas eleitorais pessoais. Era o candidato que ganhava a eleição e não o partido, esse movimento se espalhou por toda a América Latina desagradando aos EUA que queria uma aliança politica com os países da América no recém criado contexto da Guerra Fria. Só restava aos EUA derrubar aqueles que fossem simpatizantes com a URSS para poder manter intacta sua zona de influência sem se importar se estava ou não cumprindo os ideais liberais e democráticos que pregava na sua constituição.

Com a Lei Agamenon Magalhães os partidos politicos eram reestituidos e ele retirava o Partido Comunista da ilegalidade. O próprio Vargas apoiou a criação do PSD (aristocratas nacionalistas, seu maior lider foi Miguel Arraes em PE), e criou o PTB (seu próprio partido, que teve outro importante líder: João Goulart), viu ser criado a UDN (partido de aristocratas neo-liberais que defendiam a vinda do capital externo para o Brasil, eram conhecidos também como Colarinhos Branco, tinha como um importante líder o jornalista Carlos Lacerda).

Eurico Dutra (1945-1950)

Impedido de participar das eleições presidenciais, Vargas voltou para sua fazenda em São Borja (RS) e decidiu não apoia nenhum dos 11 candidatos, dos quais só três eram importantes: Eurico Dutra (PSD), o Brigadeiro Eduardo Gomes (UDN) e Yedo Fieza (PCB). Usando do voto feminino e do prestigio do Brigadeiro Eduardo Gomes que era herói das tropas brasileiras na segunda guerra, e simbolo do movimento tenentista (foi um dos dois sobreviventes dos 18 do Forte Copacabana) a UDN parecia estar garantida no poder, eis que Eurico Dutra e o PSD correram para Vargas, em troca do apoio dele na próxima eleição Vargas seria a apoiado por eles. Com o apoio de Vargas, Dutra é eleito presidente com expressivos 55% (naquela época não havia 2º turno, o melhor colocado era eleito) e começava seu governo com os cofres públicos cheios de dólares vindos da 2ª Guerra Mundial. Só que com a Missão Abbink, em que o país receberia a visita do presidente americano e do ‘american way of life’ o Brasil gastou muito dos seus dólares em produtos superflúos (io-iôs, televisões que nem tinham sinal e outras bugigangas). Isso fez Vargas criticar duramente o mandato de Dutra, e fez com que o mesmo se afastasse do PSD e se aproximasse da UDN, maioria na câmara. Seu plano de governo foi o SALTE (sáude, alimentação, transporte e energia), os dois últimos foram levados em consideração tendo Dutra criado a Chesf no Nordeste e a Via Dutra que liga SP ao RJ. Ele alinhou o país aos EUA na guerra fria ao assinar o TIAR (Tratado Inter-americano de Assistencia Reciproca) e foi obrigado a caçar o PCB, colocando-o na legalidade, rompeu relações com a URSS, pelo incidente com o embaixador brasileiro (na verdade foi uma armação para que a URSS prendesse o diplomata brasileiro que estava bebâdo e causando confusão em Moscou, com o isso é proibido pela ONU o Brasil exigiu desculpas oficiais que não existiriam, pois a URSS estava certa) e fundou a ESG (Escola Superior Militar, orgão formador dos futuros golpistas de 1964).

Getúlio Vargas (1950-1953)

Mesmo com o apoio do PSD e do seu próprio partido o PTB, Vargas sabia que ainda assim estaria arriscado a perder a eleição para Ademar Barros (o governador paulista que era eleito sob o lema ‘Roubo, mas faço!’) que seria vitorioso com grande margem de votos em toda SP, pois Vargas ainda era odiado pela forte repressão que teve contra a Revolução Constitucionalista de 1932. A velha raposa gaúcha então chamou Ademar Barros e propôs uma aliança, ele desistiria de uma candidatura incerta pra um candidato velho, e na próxima eleição Vargas prometeu apoiá-lo. Ademar de Barros concordou e Vargas novamente se tornava presidente brasileiro, dessa vez eleito pelo povo derrotando Eduardo Gomes da UDN.

Assim que começou seu governo ele tratou de reiniciar suas medidas nacionalistas que irritava profundamente os interesses dos neo-liberais da UDN, ainda maioria na câmara. Após ter nomeado João Goulart, o popular Jango como ministro do trabalho ele aprovou a transferencia de algumas das leis da CLT para os trabalhores rurais que descontentou ainda mais os aristocratas. Com a medida de dar um aumento de 100% no salário minimo proposta por Goulart, Vargas recebe o “Manifesto dos Coronéis” em que o exercito dizia que tal medida causaria insubordinação no exercito e falta de membros de baixa patente (o salário minimo passaria a ser maior que o salário de um soldado raso) e os coronéis exigiram a demissão de Jango. Acuado Vargas demitiu seu ministro, mas no dia 1º de maio aprovava o aumento de 100% no salário minimo. Seu plano de governo, foi o Plano LAFER (nome de seu ministro da casa civil) em que ele estimulou o fortalecimento de industrias de base, principalmente as energeticas, criou o BNDE (que mais tarde viraria o BNDES) e foi um dos fundadores da campanha “O Petroléo é nosso”, em que ele, junto com Monteiro Lobato, investiram na descoberta de petroléo no Brasil. Quando isso foi comprovado ele criou a Petrobrás, contrariando as empresas multinacionais que queriam monopolizar o petroléo do Brasil. Criou a estabilidade no trabalho privado(se um trabalhador completasse 10 anos de trabalho ele não poderia ser mais demitido) e chegou a falar na LRL (Lei de Remersa de Lucros), em que 10% do lucro que as multinacionais tivessem no Brasil teriam que ser investidos aqui.

No incidente de 08/08/1953, o atentado contra Carlos Lacerda, inimigo politico pessoal de Vargas e líder da UDN, um major da aeronautica foi morto. Assim Vargas começava a ser desprestigiado. A aeronáutica acusou a policia civil de insuficiente e instaurou seu próprio comando de policia no saguão do aeroporto do Galeão no RJ. Os politicos começaram a se afastar de Vargas e com a acusação de que o “Anjo Negro”: Gregório Fortunato, chefe da segurança pessoal de Vargas teria sido o mandante do atentado a UDN colocou o presidente contra a parede.

Sem querer renúnciar novamente, Vargas tirou sua vida. Ele perdia sua vida, mas entrava para a história, pois junto ao seu corpo foi encontrada uma carta em que ele explicava muito bem o que estava acontecendo, acusando a oposição de tramar contra ele e o povo e de tentar jogar uns contra os outros. O povo foi para as ruas e os planos da UDN de tomar o poder foram frustrado, Carlos Lacerda fugiu para Portugal. Com seu suicidio Vargas adiava o golpe em dez anos.

Governo Provisório (1953-1954)

Com a morte de Vargas seu vice-presidente: José Café Filho deveria assumir o poder e terminar o mandato de Vargas. Com as eleições de 1954 três fortes candidatos aparecerão, todos usando o nome de vargas: Ademar Barros, que havia se afastado dele quando os boatos começaram, mas que tratou de mostrar os documentos em que Vargas prometera apoiá-lo na próxima eleição; Juscelino Kubitschek, membro do PSD que foi o único a se manter ao lado de Vargas nos últimos meses de sua vida por ter que ter apoio do governo federal para inaugurar as obras de seu governo em MG e que se aliou a Jango que concorria ao cargo de vice-presidente (vice-presidente disputava uma eleição separada); e Juarez Tavora, candidato da UDN que havia sido lider da Revolução de 1930 no Norte-Nordeste.

JK venceu, mas com menos votos que Jango, pois todo mundo via nele o verdadeiro herdeiro politico de Vargas. A UDN então decidiu impedir JK de assumir o poder, primeiro fez José Café Filho o vice de Vargas que era o presidente ‘ter’ um enfarte e passar o poder ao presidente da câmara dos deputados: Carlos Luz, um dos líderes da UDN. Henrique Texeira Lott, militar e altamente legalista presentiu o golpe e deu um golpe antes disso passando o cargo para Nereu Ramos, presidente da câmara do senado e membro do PSD. A UDN fez de tudo para impedir a posse de JK alegando que ele tinha tido menos votos que Jango, mas não teve jeito, o erxecito já não tinha a unidade minima que precisava para dar o golpe por causa de Lott.

Juscelino Kubitschek (1955-1960)

A primeira coisa que fez ao assumir o cargo de presidente foi nomear Lott como seu ministro de guerra, depois tratou de se aproximar da UDN, pois viu que se não o fizesse não iria terminar seu governo e como “JK fazia de tudo para ser presidente, até pisar na mãe” segundo seus inimigos politicos, JK conseguiu ter exito em todos os seus planos politicos. Com seu Plano de Metas dizia que iria fazer 50 anos em 5. O seu governo coincidiu com uma ótima fase cultural que o Brasil vivia no exterio, “O Brasil parecia que ia dar certo” segundo alguns historiadores. Nosso país exportava cinema através do Cinema Novo que retratava o forte regionalismo do país sob o lema “Uma ideia na cabeça e uma câmara na mão”, tinha a Bossa Nova admirada em todo mundo pelo seu jeito simples e requintado de fazer som em um violão, tinha o melhor futebol do mundo, o melhor boxe do mundo e a melhor tenista do mundo. Eram os Anos Dourados.

Aliado aos neo-liberais JK tratou de trazer investimento exterior para bancar a obra de Brasilia, um antigo sonho de uma capital no planalto central (Mem de Sá, o governador geral mais importante da colônia já falava em transferir a capital para o interior, nas proximidades do Planalto Central). Trouxe as empresas automobilisticas e conseguiu o crescimento de 8% ao ano. Mas isso não foi de graça, JK abriu um abismo economico sem fundo, a Inflação estava chegando, o ovo do dragão ia nascer. Ele deveria ter apoiado Lott nas eleições seguintes, mas sabendo que o próximo presidente iria enfrentar uma grave crise tratou foi de dar uma rasteira pode debaixo dos panos no seu ministro da guerra, para que em 1965 ele fosse empossado como presidente novamente e salvar o país da crise. Quem venceu a eleição foi um figuraço o Jânio Quadros, que não tinha partido nenhum, fazia questão de criticar todos os partidos e foi apoiado pela UDN, deveria ter apoiado o vice da UDN, mas tratou de juntar a sua musiquinha da vassourinha (ele dizia que ia ser a vassourinha que ia limpar o senado e a câmara da corrupção) ele incentivou o “Jan-Jan” (Jânio e Jango) e assim Jango era reeleito como vice-presidente.

Jânio Quadros (1961)

Foi uma das maiores figuras politicas do país. A UDN parecia finalmente ter chegado ao poder certo? Errado. Jânio tratou de enlouquecer os “colarinhos bracos”, pois na politica interna ele criticava e caçava comunistas e fazia questão de xingar esquerdistas, sendo um moralista ferrenho. Na politica externa mandou Jango para a URSS para ele reatar com a potência comunista, apoiou Cuba na questão da Invasão da Baia dos Porcos e condecorou o guerrilheiro argentino “Che” Guevara. Isso chocou tanto a esquerda como a direita brasileira. Logo que assumiu tratou de congelar salários e a pedir ajuda do FMI e do BIRD para tentar conter as altas taxas de Inflação. A UDN passou a querer a renuncia dele, e ele o fez, escrevendo uma carta, uma cópia mal feita da de Vargas em que ele alegava que ‘forças misteriosas’ haviam deposto ele do poder, na verdade, o motivo não foi a politica externa e sim por Jânio ter falado LRL (Lei de Remersa de Lucros que Vargas havia cogitado no fim do seu governo). Quando renunciou ele tinha mandado Jango para a China pensando que a UDN jamais deixaria ele assumir o cargo e achando que o povo fosse exigir a sua volta (afinal ele havia sido eleito com 48% dos votos, mesma porcentagem de Vargas).

João Goulart (1961-1964)

Os ministros militares: Gan. Odilio Denys, Alm. Silvio Heck e o Brig. Gabriel Grüm Hoss publicaram um manifesto dizendo que não deixariam os comunistas assumirem o poder junto com Jango. Leonel Brizola, governador do RS, e cunhado de Goulart, sequestrou uma rádio e começou uma transmição clandestina em que iniciava o movimento Legalista. Sem o apoio de Lott, que havia sido preso logo após a renuncia de Jânio Quadros, a direita esperava consolidar o golpe com a ajuda do erxecito, o que não ocorreu pois o Gan. Machado Lopes, comandante do III Erxecito do Brasil (o que compreende a região Sul) apoiou Brizola e com esse racha ficava clara o clima de Guerra Civil que não agradava os direitistas. Plinio Salgado, ex-lider integralista propôs que o Parlamentarismo fosse instaurado, a principio Brizola e a esquerda não aceitaram, mas Jango aceitou com a condição de que um Plebiscito fosse feito antes do fim do governo para ver o que o povo brasileiro achava. A ideia da UDN era colocar o plebiscito no fim de Janeiro de 1965 (fim do governo de Jango).

João Goulart assume seu cargo de presidente em sete de setembro de 1961 com Tancredo Neves como seu primeiro 1º ministro, mas o mesmo teve que renunciar ao cargo para assumir o governo de MG. Assume Brochado da Rocha que falha miseravelmente e deixa o cargo para Hermes Lima que também não se sai bem no cargo. (a inflação passou de 64% para 95%). Assim o plebiscito foi adiantado para 1963, e a população decidiu pelo presidencialismo, frustrando os planos dos direitistas.

Celso Furtado, ministro da fazenda cria o Plano Trienal que pretendia em 3 anos acabar com a inflação e investir em reformas sociais, mas para isso precisaria de congelamento de salários, o que não agradava a Jango. O medo das reformas de base que constavam no plano trienal fez com que as elites boicotassem o plano de governo e os mesmo começaram a tramar um golpe, dessa vez bem articulado, não poderiam falhar novamente (já haviam falhado em 53, 55 e 61), criaram, o IPES e o IBAD, orgãos para fazer propaganda contra o governo financiados por multinacionais americanas (Miguel Arraes derrotou aqui em PE um candidato que tinha uma campanha de mais de dois milhões de dólares). O medo de uma possível reforma agrária agravou os conflitos entre ligas camponesas e aristocracias rurais (a primeira liga camponesa foi criada no engenho da galiléia, em vitória de santo antão-PE, liderados por Zézinho da Galiléia, os trabalhadores rurais camuflaram as reuniões (era proibido sindicatos de trabalhadores rurais) como se fossem para discutir as taxas para funerais (nem isso eles tinha direito) a principio o dono do engenho concordou, mas depois foi forçado a tentar desfazer o grupo por pressão dos outros aristocratas, os trabalhadores rurais contrataram o advogado recifense Francisco Julião para oficializar a situação deles, ele não só oficializou como se tornou um fervoroso líder da causa. O governador de PE durante o regime militar, Cid Sampaio apesar de apoiar o regime, claro, despropriou suas próprias terras em prol da causa dos trabalhadores rurais. As ligas ficaram famosas e se espalharam pelo nordeste e plo brasil, tendo seu apice na Paraíba quando a Liga de Sape chegou a ter mais de 10 mil mebros e seus líderes mortos).

Vendo que não tinha como ficar próximo da direita Jango foi para o Tudo ou Nada. Se aliou a alguns setores da esquerda como a UNE e as Ligas Camponesas (recém-criadas ainda) entrando na FPN(Frente Parlamentar Nacional) e se opondo a ADN (ação democratica nacional) que contava com o apoio do IPES, IBAD e da corrente “tradição católica e familiar”. Jango colocou na luta politica dois setores perigosos o baixo escalão do erxecito e a população rural, isso assustava cada vez mais a direita que foi recorrer aos EUA(ficou provado que o 4º pelotão da marinha americana estava pronto para invadir o Brasil e ajudar os revoltosos a completar o golpe de 1964 seguindo a operação Brother Sam). Como dois soldados rasos que haviam sido eleitos deputados não puderam ser empossados no dia 12/09/1963 estourava a Revolta dos Sargentos, que foram presos e anistiados por Jango. O presidente respondeu com o Comicio da Central do Brasil que contou com mais de 200 mil pessoas. A IPES organizou em SP a A mrcha da familia com deus pela liberdade já em 19/03/1964 em que o povo ia as ruas lutar contra o ‘perigo comunista’. Entre 25 e 26/03/1964 ocorreu a Revolta dos Marinheiros liderada pelo Cabo Anselmo(que mais tarde se descobriu ser um agente da CIA, ele participou aqui em Recife de golpes contra a esquerda ao planejar uma emboscada que matou até mesmo sua mulher grávida, uma importante lider contra o regime militar), em que a insubordinação ficou clara. Jango os anistiou assim como fez com o erxecito. O Cabo Anselmo organizou o Almoço no Automovel Clube em que convidou Jango a discursar, selando o apoio dele com a insubordinação assim como os militares haviam planejado. Com o apoio de três governadores: Carlos Lacerda do estado da Guanabara, Magalhães Pinto de MG e Ademar Barros de SP o golpe estourou, sendo adiantado pelo Gan. Mourão Filho (o mesmo que criou o plano cohen para Vargas), quase que o golpe era fracassado por causa de Mourão Filho, pois isso deu tempod de Brizola organizar uma defesa para Jango alegando que ‘João Goulart vai ser presidente do Brasil, enquanto o RS estiver no Brasil’. Jango não aceitou a ajuda nem a renuncia, o golpe estava feito, João Goulart estava deposto e foi se exilar no Uruguai para evitar uma guerra civil. Em Pernambuco Miguel Arraes foi o único a não aceitar ter que renunciar e foi exilado assim como Jango.

Começava assim mais uma fase triste da história Brasileira, o Regime Militar.

Ufa!

Acabamos, amanhã regime militar e república atual! Desculpa a falta de imagens, mas eu realmente não sei comos e coloca imagens aqui T.T

Tenho que fazer ainda uns exercicios de matematica e sao 23:07

u.u

enfim fico por aqui

Bruno Tôp

Ah sim, parabens Bia pela formatura, e eu já conhecia esse bizu de quimica, muito bom por sinal!!

Era Vargas

Novembro 18, 2008 at 12:07 am | In História | Leave a Comment

Introdução

A insatisfação dos estados menores(PE, RS, BA, PA, RJ) com a hegemonia de MG/SP no poder da presidencia brasileira fizeram eles se juntarem e peitarem o eixo ‘café-com-leite’ na eleição contra Arthur Bernardes, na qual eles sairam derrotados.

As Leis de Mercado da época inspiradas no mesmo Liberalismo que financiou a 1ª Revolução Industrial fizeram com que a economia americana continuasse a produzir o mesmo que produzia na época da 1ª Guerra Mundial, como o mercado Europeu aos poucos se reestruturou parou de consumir tanto, e alguns países (Alemanha e Itália) não pagaram suas dívidas que foram várias vezes renegociadas, com isso os EUA não tinham como manter tantos empregados, estes foram demitidos, sem emprego pararam de consumir e ficaram receossos em gastar seu dinheiro, isso parou o mercado americano que começou a recolher o dólar que havia emitido na época da guerra e com isso as economias internacionais que eram totalmente dependente a americana quebraram. Com a crise de 1929 e o CRACK na bolsa de valores de Nova Iorque, que abalou a economia mundial, e fez com que o Brasil entrasse em recessão economica antes mesmo da crise estourar de vez, impossibilitou o governo de manter o Convênio de Taubaté, pois o Brasil não podia comprar as sacas de café nem podia pedir emprestimos, pois nenhum país estava disposto a emprestar dinheiro em meio a uma recessão mundial. Isso causou mais um racha na politica ‘café-com-leite’, pois Washington Luís deveria indicar Antônio Carlos Ribeiro de Andrade(ACRdeA), o então governador de MG, para sucedê-lo, vendo que só uma pequena faixa de cafeicultores ia poder ser beneficiada pelo Convênio de Taubaté, o presidente indicou para seu sucessor Júlio Prestes (um cafeicultor paulista). ACRdeA foi então até Getúlio Vargas, o então governador do RS, terceiro estado mais poderoso do país e propôs uma aliança assim como a que houve na eleição de Hermes da Fonseca. Vargas impôs a condição de ele ser o candidato a presidente e que MG não pudesse indicar o vice-presidente, para o cargo foi escolhido o então governador da Paraíba: João Pessoa(ele foi o único a dizer “Eu Nego”(o da bandeira da Paraíba) ao estado de São Paulo na hora de manter a politica dos governadores), assim era formada a Aliança Liberal. Com uma fraude escancarada Júlio Prestes ganhou a eleição (Vargas venceu com mais de 99% no RS). Os tenentes começaram a planejar um golpe para impedir a posse de Prestes, que não foi apoiado nem por Vargas nem por Pessoa (Pessoa disse “Eu prefiro 100 Júlios Prestes do que uma Revolução”). Um fato que não tinha nenhuma relação com o contexto politico da época fez estourar a Revolução: a morte de João Pessoa no Recife (João Dantas um jornalista do interior da Paraíba era quem assinava por um coronel do interior da Paraíba, inimigo declarado de Pessoa. Abusando de seu poder politico Pessoa invadiu a casa de Dantas e expôs uma relação que o mesmo tinha fora do casamento. Dantas jurou Pessoa de morte e cumpriu sua promessa). ACRdeA disse a Vargas “Vamos fazer essa revolução antes que o povo a faça” e assim Vargas tomava as redeas da ‘revolução francesa’ do Brasil, já pronta pra estourar.

Governo Provisório (1930-1934)

Com ajuda do tenentismo Vargas conseguiu tomar o poder do Sudeste sem precisar recorrer a uma guerra civil (Juarez Tavora conduziu as tropa Varguistas no Norte-Nordeste). Logo que assumiu ao poder Vargas mostrou a todos que nenhum dos grupos conseguiria controlar o país sozinho e conciliou ao eu redor: burguesia, operariado e tenentes. Era dificil saber quem realmente ganhou com a revolução de 1930, mas dava para saber quem perdeu: a oligarquia. Sob um “estado de compromisso” em que Vargas promeita recompessar as forças heterogeneas que o ajudaram a realizar a revolução, Vargas colocou os tenentes no comando dos estados como “interventores”, com um decreto de lei ele trouxe o poder legislativo para o executivo fechando a câmara dos deputados e dos senadores, tirando oa aristocratas de vez da politica, criou o Ministerio do Trabalho, Indústria e Comércio(tudo junto mesmo) e deu para os burgueses; o Ministério da Saúde e Educação(tudo junto mesmo) e deu para a classe média e criou as Justiças: Eleitorais (para Classe Média), Trabalhistas (para o Operariado) e Militares (para os Tenentistas).

Vendo-se feridos por Vargas e seus auxiliares os paulistas passaram a alimentar o nativismo paulista contra os revolucionários, assim estourava em 1932 a Revolução Constitucionalista em SP, em que vários jovens paulistas aderiram ao movimento anti-Vargas. O movimento foi rapidamente massacrado, mas serviu para forçar Vargas a convocar uma assembléia constituinte que estava adiando ao máximo possível. E dois anos depois era aprovada a Constituição de 1934 em que tornava oficial o voto da mulher, baixava a maior idade politica para os 18 anos, dissolvia o cargo de vice-presidente, e restringia a autonomia dos estados resgatando a politica centralista do império e assim começava o:

Governo Constitucional (1934-1937)

Após a crise de 1929 surgiu no Brasil, assim como no resto do mundo, diversos ’salvadores’ da economia. A AIB (Ação Integralista Brasileira) era o nazi-fascismo brasileiro, liderados por Plínio Salgado e sob o juramento Anauê! eles defendiam o estado sob a tutela de um só lider forte que unisse: familia, tradição e religião (ao invés de: uma nação, um povo, um líder de Hitler) e faziam questão de exibir a letra grega Omega nas suas fardas verdes; e seus opostos a ANL (Aliança Nacional Libertadora, não confunda com a ALN do regime militar), os comunistas brasileiros liderados por Luís Carlos Prestes (o marido da Olga e líder da famosa Coluna Prestes) que pregava o fim da divida externa, uma reforma agrária e a estatização do mercado brasileiro, além da nacionalização de empresas multinacionais que se estabeleciam aqui.

Assim como no começo do Governo Provisório, Vargas consegui equilibrar forças heterogeneas ao seu redor, no Governo Constitucional não foi diferente, a velha raposa gaúcha se aproximava de ambos: integralistas e comunistas e não escolhia um lado fixo. O mesmo fazia lá fora na política externa, sempre elogiava os discursos de Mussolinni, mas tinha contato direto com os EUA. O crescimento exponencial da ANL fez Vargas se aproximar dos Integralistas e em 1935 fechou a ANL que resultou na Intentona Comunista de 1935 que deveria acontecer em todo o país, mas só teve levantes significativos em Natal, Recife e Rio de Janeiro. A maioria dos comunistas foram presos. Vargas deveria convocar novas eleições em 1938, mas no fim do seu mandato eis que surge o Plano Cohen, um plano dos comunistas para chegarem ao poder através de uma revolta armada. Vargas revelou isso em todos os veículos de imprensa e assim conseguiu o poder de sítio, dissolveu mais uma vez as câmaras e rasgou a Constituição de 1934 e aprovou a Constituição Outogarda de 1937 (ou Polarca, pois era um cópia declarada da constituição da Polônia). Assim tinha inicio a ditadura de Vargas, o:

Estado Novo (1937-1945)

Um regime ditatorial inspirados no fascismo que animou os Integralistas, mas Vargas dissolveu todos os partidos politicos da época, inclusive o AIB. Em maio de 1938 os integralistas tentaram um levante armado, que foi frustrado rapidamente. Agora Vargas conseguia o que sempre quis, controlar o país sozinho, sem ter que ficar agradando ninguém além do povo. Criou: o DASP e o DIP para ajudarem a consolidar seu regime, a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) ganhando prestigio de todos pois ficava conhecido como “Pai dos Pobres” nos jornais, e pelos boatos como “Mãe dos Ricos”, pois continuava a agradar a burguesia e as aristocracias para que não se insurgissem contra ele.

Em 1939 estourava a 2ª Guerra Mundial e os EUA convocou o a Convenção do Panamá para decidir a posição dos paises da América sob o conflito. Ficou decidido que a América não participaria do conflito e que todos os países do continente prestariam solidariedade continental caso qualquer país fosse atacado. Vargas passou a ‘leiloar’ a posição do Brasil, o preço: a industrialização do país. Os EUA apesar de neutro estava totalmente tendenciando aos Aliados, e a Alemanha parecia disposta a pagar a industrialização brasileira em troca de apoio ao eixo no Atlântico Sul. Em 1941 com o ataque a base america no pacifico de Pearl Harbor pelos japoneses os americanos convocaram uma nova convenção, dessa vez no Rio de Janeiro e o próprio presidente dos EUA, Roossevelt veio ao Brasil cobrar a promessa de Vargas. Os EUA puderam criar bases militares em todo o Nordeste brasileiro em troca da industrialização do país (criou assim a CSN (Companhia siderugica Nacional) e a Vale do Rio Doce que custaram 20 milhões de dólares), assim o Brasil entrava na segunda guerra contra o Eixo. Os alemães não ficaram nada contentes com a noticia e passaram a afundar navios canarinhos, quando eles afundaram um navio civil a população foi as ruas liderada pela UNE que começava a ter gosto pela politica com cartazes como “ABAIXO A DITADURA, Nazi-fascista” (aproveitando a oportunidade para criticar o governo). Vargas decide então mandar tropas, a população não acreditou, tanto que diziam “É mais fácil uma cobra fumas que a FEB ir a guerra”, a FEB foi, e ainda trataram de ir com um escudo de uma cobra fumano no braço. Apesar de ser um erxecito despreparado, desnutrido e sem armas decentes, o Brasil conseguiu vitórias importantes para o aprisionamento de reféns politicos, sendo a participação do país na guerra restrita ao norte da Itália.

Com o fim da guerra e o afundamento dos regimes totalitários, Vargas percebeu que não poderia mais manter o regime ditatorial e começou a redemocratizar o país. Ele aprovoou a Lei Agamenon Magalhães que trazia os partidos politicos de volta a legalidade e chegou até a tornar legal o Partido Comunista. Seus inimigos percebendo o que Vargas queria fazer anteciparam um golpe e em 1945 depuseram ele do poder, impedindo Vargas de se candidatar a presidente pela nova constituição, a Constituição de 1945.

bem a Era Vargas acaba aqui, hoje ainda acho que República Populista

;D

Bruno Tôp

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